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De qual Brasil falamos?

Se falarmos da economia real, seja ela física, com comércio, indústria e agro, cidades razoavelmente organizadas com polícia, serviços públicos, instituições e sociedade civil organizada, começa-se a pensar que tudo isso está sob controle de outro ente muito mais poderoso, o crime organizado. Sob forma de facões, que eu chamo de Crime S.A.

Eles são tão consistentes e têm tanto poder que ainda veremos a tomada do poder absoluto. Ah nao?

Eles têm armas e não precisam de regras cono nós, têm dinheiro, muito dinheiro, que envenenam  a sociedade pelos mais poderoso sistema de controle criado pelo lado escuro da força, a corrupção. Esta é a arma mais poderosa que existe.  

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term

Ela já domina corações e mentes de boa parte da sociedade. Como água que se infiltra em qualquer brecha ou rachadura de uma construção, esta arma é tão eficiente que nem precisa  de soldados especializados. Qualquer pessoa do crime organizado pode agir a mando de alguém que nem mesmo rosto ou CPF tem. 

Guerra carioca

São tantas as facções que disputam o poder e controle de “pontos de venda” no Rio de Janeiro que já rivalizam com o número de partidos políticos. Em Copacabana, há uma guerra entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Não só pela venda de drogas, mas pelo controle do comércio ambulante.

Ou seja, é uma guerra comercial. Como acabar  com esse Estado dentro do Estado? Missão praticamente impossível. 

Os ursos brasileiros

Os ursos polares são adaptados para hibernar durante o inverno. Enterram-se em uma toca cercada por neve e frio, reduzem o metabolismo ao mínimo para poupar energia. Depois que a neve derrete, voltam ao normal. 

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

O eleitor brasileiro é um urso polar. O inverno é a Copa do Mundo. Assim que ela termina ou o Brasil é eliminado, ele sai da toca e começa a pensar seriamente em quem vai votar em outubro. Breve as pesquisas mostrarão o fim da hibernação à brasileira.

A inevitabilidade das abobrinhas

Toda Copa do Mundo é a mesma coisa. As redes de TV, emissoras de rádio e jornais remetem centenas de jornalistas para cobrir a Copa. Como acontece há 20 anos, a seleção brasileira estrepou-se antes do tempo.

E as explicações são as mesmas para os profetas do passado. Olhe A Vida Como Ela Foi de hoje.

https://www.senar-rs.com.br/

O que este pessoal todo não faz é olhar em redor para captar o que o brasileiro que os vê, ouve e fala gostaria de saber. Não vi uma mísera matéria sobre o transporte público nas cidades em que a seleção jogou.

Nenhum deles foi a um restaurante e falou sobre a comida e preços, e nem mesmo lembraram de visitar a copa e cozinha dos estádios. Não contaram o que o torcedor come e bebe durante os jogos e quanto paga. 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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