Se falarmos da economia real, seja ela física, com comércio, indústria e agro, cidades razoavelmente organizadas com polícia, serviços públicos, instituições e sociedade civil organizada, começa-se a pensar que tudo isso está sob controle de outro ente muito mais poderoso, o crime organizado. Sob forma de facões, que eu chamo de Crime S.A.
Eles são tão consistentes e têm tanto poder que ainda veremos a tomada do poder absoluto. Ah nao?
Eles têm armas e não precisam de regras cono nós, têm dinheiro, muito dinheiro, que envenenam a sociedade pelos mais poderoso sistema de controle criado pelo lado escuro da força, a corrupção. Esta é a arma mais poderosa que existe.

Ela já domina corações e mentes de boa parte da sociedade. Como água que se infiltra em qualquer brecha ou rachadura de uma construção, esta arma é tão eficiente que nem precisa de soldados especializados. Qualquer pessoa do crime organizado pode agir a mando de alguém que nem mesmo rosto ou CPF tem.
Guerra carioca
São tantas as facções que disputam o poder e controle de “pontos de venda” no Rio de Janeiro que já rivalizam com o número de partidos políticos. Em Copacabana, há uma guerra entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Não só pela venda de drogas, mas pelo controle do comércio ambulante.
Ou seja, é uma guerra comercial. Como acabar com esse Estado dentro do Estado? Missão praticamente impossível.
Os ursos brasileiros
Os ursos polares são adaptados para hibernar durante o inverno. Enterram-se em uma toca cercada por neve e frio, reduzem o metabolismo ao mínimo para poupar energia. Depois que a neve derrete, voltam ao normal.

O eleitor brasileiro é um urso polar. O inverno é a Copa do Mundo. Assim que ela termina ou o Brasil é eliminado, ele sai da toca e começa a pensar seriamente em quem vai votar em outubro. Breve as pesquisas mostrarão o fim da hibernação à brasileira.
A inevitabilidade das abobrinhas
Toda Copa do Mundo é a mesma coisa. As redes de TV, emissoras de rádio e jornais remetem centenas de jornalistas para cobrir a Copa. Como acontece há 20 anos, a seleção brasileira estrepou-se antes do tempo.
E as explicações são as mesmas para os profetas do passado. Olhe A Vida Como Ela Foi de hoje.

O que este pessoal todo não faz é olhar em redor para captar o que o brasileiro que os vê, ouve e fala gostaria de saber. Não vi uma mísera matéria sobre o transporte público nas cidades em que a seleção jogou.
Nenhum deles foi a um restaurante e falou sobre a comida e preços, e nem mesmo lembraram de visitar a copa e cozinha dos estádios. Não contaram o que o torcedor come e bebe durante os jogos e quanto paga.