Esta canção, cantada por Leopoldo Rassier, dá voz à emocionante “Sabe Moço”, composição de Francisco Alves. Tornou-se uma das canções mais lembradas da música nativista gaúcha. É uma das mais pungentes, escapa daquele orgulho bobo, mostrando a crueza das guerras e revoluções que só são bonitas no papel.

Sabe, moço
Que no meio do alvoroço
Tive um lenço no pescoço
Que foi bandeira pra mim
Que andei em mil peleias
Em lutas brutas e feias
Desde o começo até o fim
Sabe, moço
Depois das revoluções
Vi esbanjarem brasões
Pra caudilhos coronéis
Vi cintilarem anéis
Assinatura em papéis
Honrarias para heróis
É duro, moço
Olhar agora pra história
E ver páginas de glórias
E retratos de imortais
Sabe, moço
Fui guerreiro como tantos
Que andaram nos quatro cantos
Sempre seguindo um clarim
E o que restou?
Ah, sim!
No peito em vez de medalhas
Cicatrizes de batalhas
Foi o que sobrou pra mim.