Até agora, a candidatura Lula não teve solavancos maiores, enquanto Flávio Bolsonaro está dando explicações sobre tudo. Até agora.
Seu ex-assessor foi acusado de envolvimento com uma lobista que passou 249 mil reais para sua secretária. De refilão, ligada a Lulinha, filho do presidente.
Não acredito que um suposto pecado do filho atinja o pai. Mas o povo fala. E fala muito.
O mineiro José Maria Alkmin (nada a ver com o vice de Lula) já dizia, nos idos de 1960, que não interessa o fato, interessa a versão do fato.
O fator massacre
Pelas últimas duas pesquisas, a distância entre Lula e Flavio está em 5 pontos, bem menos que os 9% aferidos no início da campanha. É interessante constatar que a queda se dá depois dos azares do candidato do PL.

Massacres devidamente explorados pelos petistas mais ainda, depois que o ministro Alexandre Moraes o proibiu de visitar Bolsonaro pai na prisão. Outra pesquisa mostrou que proibir filho de visitar pai tem rejeição de 52% dos pesquisados.
Os imexíveis
Enquanto isso, Ronaldo Caiado, Romeu Zema não saem dos 4% a 6%. A única novidade e a presença de Renan Santos no grupo.
Santos é o único candidato da direita não ligado ao bolsonarisno. Empresário bom de papo, é presidente do MBL, Movimento Brasil Livre, popular entre empresários e executivos, e só.
Por estranho que possa parecer, algumas lideranças do PT o temem. Ok, saiu de 1% e chegou aos 5%. Mas o que os petistas sabem que nos não sabemos?

Talvez a explicação seja por ele não ser direita não-bolsonarista. A outra é por ele ser convincente no discurso.
E agora começamos a Era TV nas campanhas. E a oposição vai aproveitar o caso Lulinha, sem dúvida.
O jogo começa agora
Não acredito que as posições nas pesquisas dos candidatos se mantenham com a entrada no horário eleitoral gratuito. E temos os debates, que os estrategistas de Lula já disseram que podem não ir dependendo da vantagem sobre Flávio.

A ser verdade, é um perigo para o candidato-presidente. Primeiro que Lula é uma muçum ensaboada, macaco velho que é. Segundo, pode parecer fuga. E tem muita explicação a dar.
A vantagem
Político leva vantagem sobre jornalistas No horário eleitoral, ele pode dizer o que jornalistas não podem escrever.