Search

Quando a virgindade era lei

Não faz muito, tudo era no esquema clássico, namoro, noivado, frequentar a casa dos pais da noiva, comprar as alianças, contratar local da festa e escolher o cardápio, marcar com o Cartório de Registro Civil e escolher uma data na igreja. Além disso, claro, convidar padrinhos, mandar os convites de casamento, escolher onde passar a lua de mel e, depois de cortar o bolo, ir, como direi sem ser solene, ir para o quarto.

Beijo em público depois do padre dizer que vos declaro blá blá blá. Não sem antes advertir a quem interessar possa que é o momento de trazer à luz algum impedimento que evite o casório.

Parece que foi ontem. O ritual do casamento desde o cartório até a chegada da noiva eternamente atrasada na igreja, a tensão que se desfaz depois da cerimônia alavancada pela primeira taça de espumante. As velhotas derramando docinhos em guardanapos que rumavam para o fundo das bolsas só usadas em festas especiais, a valsa dos noivos. Alguém da família de porre vomitando no banheiro… Essas coisas tão comuns como roupas penduradas nos varais do quintal, tão repetidas, tão “sempre foi assim”, tudo evaporou.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

Deixe sua opinião

Publicidade

Publicidade