Não faz muito, tudo era no esquema clássico, namoro, noivado, frequentar a casa dos pais da noiva, comprar as alianças, contratar local da festa e escolher o cardápio, marcar com o Cartório de Registro Civil e escolher uma data na igreja. Além disso, claro, convidar padrinhos, mandar os convites de casamento, escolher onde passar a lua de mel e, depois de cortar o bolo, ir, como direi sem ser solene, ir para o quarto.

Beijo em público depois do padre dizer que vos declaro blá blá blá. Não sem antes advertir a quem interessar possa que é o momento de trazer à luz algum impedimento que evite o casório.
Parece que foi ontem. O ritual do casamento desde o cartório até a chegada da noiva eternamente atrasada na igreja, a tensão que se desfaz depois da cerimônia alavancada pela primeira taça de espumante. As velhotas derramando docinhos em guardanapos que rumavam para o fundo das bolsas só usadas em festas especiais, a valsa dos noivos. Alguém da família de porre vomitando no banheiro… Essas coisas tão comuns como roupas penduradas nos varais do quintal, tão repetidas, tão “sempre foi assim”, tudo evaporou.