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O tamanho da bronca

Mesmo com sol forte, tão querido que ele é, parte da cidade ainda está longe de voltar ao normal. No Centro Histórico, a água na rede de esgoto e partes subterrâneas é de tal volume que o DMAE precisa usar caminhões tamanho GG para drenar água misturada com barro e lixo. E vai longe essa tarefa.

Foto: Fernando Albrecht

O maioral

Uma startup inovadora está prestes a testar o maior drone agrícola de pulverização do mundo numa fazenda produtora de grãos em Mato Grosso. O drone, com capacidade para transportar 400 quilos de defensivos, opera de forma autônoma utilizando tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT). Os testes estão previstos para começar em agosto.

Foto: Divulgação R7 

Não estará longe o dia em que aviões comerciais serão drones controlados por pilotos em terra firme. Enquanto isso, dá para pegar uma carona nesse drone gigante pelo “corredor”.

Não entendi

Faz um mês que um mesmo empreendimento imobiliário publica no jornal Zero Hora um anúncio de um prédio no Bairro Meninos Deus com a chamada “totalmente vendido”. Cada um gasta seu dinheiro como quer. Mas não entendi essa forma de jogá-lo pela janela.

Vá entender

Então o Supremo entendeu de liberar a maconha para uso pessoal, cigarros de até 40 gramas. Além de ser difícil para as polícias pesar eventuais apreensões sob esta alegação, conseguimos chegar a um non sense em matéria de legislação penal.

O tráfico de drogas é proibido. Entretanto, o uso pessoal não. Como dizia Olavo Bilac, “Criança, jamais verás um país como este”!

O oráculo cambial

Entre tantas outras façanhas, descobrimos uma forma para ganhar dinheiro com a oscilação do dólar. Cada vez que Lula fala sobre o mercado e câmbio, o dólar sobre. Foi assim na quarta-feira e em vários dias de semanas anteriores.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/reconstruir-rs.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta_pj_reconstruir&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Setores de ponta do governo federal estão a bater pernas e procurar áreas de domínio para erguer a barraca “daqui não saio, daqui ninguém me tira”. Mesmo que a profundidade de conflitos não possa ser medida, é fato que há um bate-cabeça entre o PT e ministros da área econômica (Haddad, Simone Tebet, entre outros). Lula deve administrar broncas. Ou então as broncas não necessitam da sua contribuição.

Casa de briga

Em comentário que deveria ficar entre quatro paredes, o vice-presidente Geraldo Alckmin (alguém lembra que ele tem essa condição?) e ministro da Indústria e Comércio deixou claro que o governo tem no Congresso Nacional seu maior problema. Outro dia, vi um comentário que me sensibilizou, o de que a Câmara dos Deputados é quem governa o país, e a maioria dos deputados é oposição a Lula.

https://cnabrasil.org.br/senar

Posso até concordar. Mas ainda é o Supremo que tem as rédeas da carroça legislativa nas mãos. Não raro ele desempenha o papel que é do Legislativo. A separação entre poderes é letra morta neste nosso amado Brasil.

Previsões, previsões…

O jornal Zero Hora publicou matéria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) que tão útil está sendo, prevendo a alta do rio Guaíba (me recuso a chamá-lo de lago porque ele não o é) pode passar da cota de inundação no final de semana, dependendo da chuva e do vento. Bem, eles devem ter sua própria previsão de tempo, porque as demais só colocam cenário de chuva para a metade da semana que vem. Mas ontem à noite o nível vinha caindo, caindo. Estava a 3m23.

Aberração legislativa

É a lei que criminaliza mulheres que fazem aborto seja qual for o motivo. É uma coisa de louco, que só tem o apoio da CNBB sem que a Igreja católica tenha essa mesma orientação.

É assunto delicado. Penso que a decisão de abortar deve ser da mulher. E dificilmente teremos consenso neste assunto.

Mas criminalizá-lo é um despautério. Que tempos mais malucos. O projeto é de um deputado do PL.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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