
O mundo é como um vulcão adormecido, mas de cuja cratera ainda sai uma fumacinha, indicativa de que não saiu de casa. Só está dando um tempo para sair de novo para a sala de visitas.
Conflitos latentes no Oriente Médio, rancor entre maiorias e minorias étnicas que vem desde os tempos bíblicos, foguinhos mal apagados na América Latina e vulcõezinhos mundo afora. E ninguém suspeitava que, por baixo, a lava lutava para sair e dar um alô destruidor. Dirão que é sina, mas eu digo que é sina fabricada com a qual Deus nada tem a ver.

Temos possibilidade de erupção em vários países latinos, talvez em um ou dois países andinos. Só não acreditam que seja o caso da Venezuela, cujo ditador parece que está por cair. No entanto, é como um programa de humor brasileiro dos anos 1950, balança, mas não cai.
E dentro da teoria das probabilidades, quantas vezes se verá um mandatário que diz ter conversado com seu antecessor? Maduro fala com Hugo Chávez. Imagino que falante e ouvinte sejam papagaios.
Por sinal temos muitos papagaios condensadores no Brasil, um até em alto posto. Fala, fala e não diz nada. Quando diz, escorrega na maionese.

Ocorre que, mesmo com dezenas de “deixa disso”, não há como ter paz no Oriente Médio. É só ler o passado que teremos brigas & brigões milenares.
São povos com oscilações de humor, que gostam de dar tiros até na própria sombra. Embora não sejam a maioria.
Um AK-47 fala mais alto que milhares de manifestantes. Eles não têm capacidade de reação por gostar de tutela, ou se resignam repetindo que seu infortúnio é ordem de Deus, seja ele quem for.

Incrustado entre vários vulcões, um pequeno país, que já deu inúmeras contribuições para a medicina, para a agricultura e ciência em geral, luta por um lugar ao sol contra outros que só foram bons milênios atrás. A inveja é uma merda, já se lia em parachoque de caminhão de décadas passadas.
Um vulcão nuclear
Desta vez, o Oriente Médio governado por fanatismos tem ou está em vias de ter brinquedos nucleares que, ao contrário de outros que o mantém como força de dissuasão contra outros brigões radioativos, não terão dúvidas em puxar o gatilho. O assaltante mais perigoso é o amador, aquele que aponta a arma contra a vítima com dedos trêmulos no gatilho. Será um deles que criará a cacaca geral, cujo início se sabe. Mas cujo final é uma incógnita.
Estou naquela idade de ruim de lata mas bom de motor.
Pensamento do Dias