Eu já era mais taludinho. Mal tinha 8 ou 9 anos, mas estava três anos mais velho. Ao contrário do meu primeiro, nunca estivemos a menos de, pelo menos, cinco metros.
Mas meu olhar se fixou e se encantou com aquele rostinho maravilhoso com malares acentuados. Até hoje me amarro com as maçãs do rosto um pouco mais salientes.
Deve ser meu sangue celta. Até hoje sua imagem me acompanha, como se ela Mona Lisa fosse.
Foi em um verão em Tramandaí. Meu pai alugou uma cabana no Hotel Gaúcho, e a família dela estava em outro. A menina ia para a janela, eu me postava na minha. Foi a primeira fez que aconteceu um namoro à distância.
Infelizmente não teve final feliz. Eu era tímido, ela também. Então, quando terminou o veraneio, éramos os dois sedentos pelo tórrido caso de um amor que nunca tivemos.
A primeira namorada foi dona Inês, minha primeira professora no Grupo Escolar São Vendelino. Eu tinha cinco para seis anos.