“Vais te divertir muito, mas se queres ganhar mal, tira jornalismo”. Foi um conselho que recebi de um veterano pouco antes de fazer o vestibular.
Ficou marcado como ferro em brasa e por isso me lembro dele até hoje. A verdade é que o nosso piso salarial é miserável. E ainda mais miserável no Rio Grande do Sul. É bananeira que já deu cacho, imerso numa crise medonha.

Nos primeiros anos, fim dos anos 1960, tive dois empregos, um no banco e outro no jornal. Nos anos 1970, também trabalhei em propaganda. Mas sempre com foco no jornalismo.
Comparando com hoje, o salário de jornalismo era ruim, mas não deprimente. Foi a época dos chapa-brancas, aliar jornalismo com emprego em uma estatal.
Nunca me atraiu ser chapa-branca. Entretanto, hoje eu penso que talvez não fosse má ideia. Outro cenário foi não ter ido para São Paulo e Rio de Janeiro, até tive convites de lá. Mas veio a acomodação, casamento, filhos. E o sonho acabou.
Ontem e hoje
O que quero dizer é que, em comparação aos anos 1960, o que os jornais pagavam era melhor. O que leva a outra questão, os custos fixos mensais de épocas passadas e hoje.

Se você morasse em apartamento pagaria aluguel, condomínio e luz. Hoje, o condomínio seria engordado com o custo da segurança eletrônica, câmeras de vigilância, seguro contra assaltos e encargos maiores da imobiliária.
A vida eletrônica
Depois bote na conta o celular banda larga, TV por assinatura (nem que seja pirata, sempre tem custo), laptop ou computador. Se seu prédio tem porteiro, mais cedo ou mais tarde, ele entra na Justiça do Trabalho e inevitavelmente leva um bom dinheiro.
Mesmo que se prove que pagou tudo direitinho. O reclamante sempre leva alguma coisa.
Constatação
O que era muito, mas muito menor nos tempos antigos, era o estresse.
Comer de fora
O que realmente acho que existia mais em décadas passadas, digamos até os anos 1980, eram as viandas. Por um motivo ou outro, “comia-se de fora”, refeições trazidas em viandas de alumínio encaixadas uma em cima da outra.

Na época, comprava-se menos de restaurantes e mais de cozinheiras independentes. Restaurantes de comida a peso praticamente não existiam.
Tendas da saúde
Com atendimento ágil e reforço direto no que é prestado pela rede pública, as tendas de saúde instaladas pelo Sistema FIERGS, por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS) e da Secretaria Estadual da Saúde (SES), já beneficiaram a população de municípios prioritários com mais de 25 mil atendimentos desde junho.

Inicialmente, as estruturas foram direcionadas a locais que enfrentavam superlotação na rede pública de saúde. Em cada uma, atuam equipes formadas por profissionais de saúde, enfermeiros e técnicos. Ao todo, 20 tendas foram instaladas em Porto Alegre, Alvorada, Sapucaia do Sul, Cachoeirinha, Novo Hamburgo, Eldorado do Sul, Lajeado, Carazinho e Alegrete.