O Brasil está no intervalo de um temporal que poderá ter ventos de furacão. É até paradoxal o que está ocorrendo, com a economia em marcha lenta, a bolsa em alta, mas com estrangeiros tirando 1 bilhão de reais dela para migrar à renda fixa a 15% ao ano.

No entanto, a inflação está prestes a cair abaixo de 5% ao ano. O paradoxo é que a inflação cai porque o consumo caiu barbaridade, salvo um que outro setor como alguns da área de serviços. Esse é o bônus do juro alto, que enfraquece o paciente – a vontade de comer não termina e roupas de inverno já estão em liquidação.
O olho do furacão
Ao contrário da crença comum, no olho do furacão, reina a calmaria, enquanto as bordas rugem e destroem tudo que estiver no seu caminho. Sua Majestade Luiz Inácio já veste declaradamente a camiseta de candidato para 2026, convicto que tudo será como dantes no quartel dos Abrantes com vento a seu favor.

No entanto, há controvérsias. Embora seja cedo para passar a régua, sua rejeição ultrapassa os 50% e seu prestígio está entre as mulheres e os nordestinos.
Isso tudo somado e diminuído, os aldeões estão inquietos, coisa que a mídia nem sempre capta. Aliás, a mídia tem sido boa para Luiz Inácio.
O rugir dos ventos
Se a inflação caiu, o crescimento foi negativo. A isso damos o nome de deflação, o pior indicador que existe se mantido por três meses. Sair da deflação não é fácil, não depende de apertar no acelerador se o motor não reage.

Na política, teremos o julgamento de Bolsonaro a partir de setembro. Um dos maiores pepinos da horta do Luiz Inácio é o gasto público, que só faz aumentar. Em ano eleitoral, sempre os gastos públicos aumentam. É mais gasolina na fogueira que já está alta.
PS: ao escrever “gastos públicos” o corretor mudou para “gatos públicos”. No fim, dá no mesmo.
Quem come calado come dobrado.