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Como se fala na Fronteira

Uma doméstica que trabalhava em uma estância tinha seu próprio português. Então falou para a patroa uma história que envolvia sua família.

“As crianças começaram a brigar também, e terminou com meus vizinhos chamando o CONSELHO CONSOLAR (Conselho Tutelar)  que, quando chegou, achou a situação muito feia e chamou a polícia. Terminou que minhas irmãs foram mandadas de CANGURU (camburão) para a delegacia, onde esperaram para falar com o juiz. Na ODIÊNCIA, a N. (uma das irmãs) se levantou e começou a gritar. E só não foi presa por DESATACAR a autoridade, porque o ‘seu’ juiz era bom e teve pena dela.“

“O AGRÔNICO (agrônomo) teve que tirar seu carro para levar a filha doente, que sofria com CHIQUETA (enxaqueca), para o hospital; e tudo aconteceu porque a menina não tirava os olhos da nova TV DE PLASTA  (plasma) que o pai havia comprado. E por que é que a G. (a filha doente) não se alimenta melhor? Tudo que ela quer é comer cachorro quente com CHUP-CHUP (ketchup). E tem mais: essa menina só pode ter alguma coisa errada, porque é alto verão e ela só quer ficar embaixo do IGREDON. Tá bem que essa LIBLINA deixa o tempo muito frio, mas em todo caso…

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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