Quando a finlandesa Nokia dominava o mercado de celulares, há 25 anos, a empresa fez uma palestra para colunistas mostrando quais seriam as próximas novidades tecnológicas nesta área. Curiosamente, não se falava nos smartphones e só na holografia, em imagens tridimensionais soltas no espaço.
A Nokia já havia feito testes, e o futuro era promissor, falou o apresentador. Vejam só como as prioridades mudaram nestes poucos anos. Não se fala mais na holografia (transmitida pelos celulares) mas o celular-computador caminha a passos largos. Com futuro risonho e franco à sua frente.
O caminho inverso
Os finlandeses apostavam na redução da telefonia móvel e, em seguida, lançaram o menor de todos, o Nokinha, que cabia na palma da mão. Eu era fã do Nokinha, tive três.

Outras marcas também buscavam a redução do tamanho, e a LG lançou o celular flip. Também tive um e sua maior qualidade era a resistência a quebras, aguentava qualquer queda. Lembre-se que eles só dispunham do SMS em um segundo passo.
A chegada do celular-computador deveu-se à proliferação das redes sociais. Enquanto os computadores ficavam cada vez menores, os smartphones ficavam cada vez maiores.
Ninguém mais fala em celular de pulso ou embutidos na orelha, como se cogitava. Mas ficam devendo a holografia. Sim, eu sei que existe a videoconferência, mas é bidimensional.
Velocidade máxima
O que quero mostrar com esses exemplos é a velocidade com que as mudanças ocorrem. Há poucas décadas, novidades assim levavam anos para ser implantadas, descobertas ou fabricadas.
Gosto de usar o exemplo da história da Humanidade, que levou milhões de anos para descer das árvores, centenas de milhares para usar ferramentas na agricultura e na guerra e outro tanto para viver da agricultura.

Do nascimento de Jesus até a descoberta de Gutenberg foram 1,5 mil anos, até o primeiro computador, menos de 400 e menos de 50 para o celular, que não só fala e escuta.
E vejam, só 25 anos para criar telefones computadores. Não sei qual será o próximo avanço tecnológico, mas certamente ele já deve estar nas pranchetas.
Nem tudo que reluz é ouro, pode ser purpurina.
Pensamento do Dias