A esquina mais fria de Porto Alegre é esta, na avenida Júlio de Castilhos com a Travessa Zezinho. Dependendo da direção de vento a Rua dos Andradas rivaliza em matéria de BRRRR!!

Por um lado, pega o vento Pampeiro, que vem do lado Oeste, ou o Minuano, que vem do Sul. Como sempre tem vento na área, a sensação térmica é pior.
Só e mal acompanhado
Você sente que o relacionamento não é mais o mesmo. Mas só de pensar em terminar e voltar para o mercado bate preguiça, e você fica.

É o que acontece com um em cada três adultos, segundo nova pesquisa da MyIQ. De acordo com o levantamento, 33% dos 4.000 entrevistados sentem que abriram mão de seus padrões ao escolher um parceiro. Por outro lado, 28% acreditam que seus parceiros se contentaram com menos do que deveriam.
O terceiro grau
Esta sensação de ter medo da solidão é daqueles paradoxos que mostram como o novo milênio é estranho. Nunca, em épocas anteriores, teve-se tanta facilidade em se relacionar amorosa e fisicamente com outra pessoa. Ao mesmo tempo, como é difícil preencher a solidão.
Pense em quantas ferramentas temos à disposição para começar um namoro ou coisa semelhante, plataformas de relacionamento na Internet, e-mails, WhatsApp, chat, SMS, tidas que em teoria facilitam contatos imediatos do terceiro grau. Só que não.
O medo de ser rechaçado é o mesmo que o temor de ser rechaçado quando se tirava alguém para dançar nos bailes de antigamente.
Jornalistas, fora
Em décadas anteriores à revolução sexual, cujo marco inicial foi o Festival de Woodstock em 1968, as garotas temiam ficar pra titia, então o caça-marido era uma competição feroz. E, em parte, o amor era substituído pela conveniência. Inclusive com o apoio das mães.

Era assim no meu tempo, anos 1960. E, não por acaso, nos vales da Reitoria da UFRGS, as meninas davam preferência para acadêmicos de Medicina, profissão que dava segurança e dinheiro.
Pelo menos, naquela época. Ninguém queria casar com estudantes de Jornalismo, porque sabiam que jornalista ganhava mal.
O substituto
O que pode ser um sentimento que é maior e mais intenso que o amor e suas implicações, talvez seja o que chamamos de ombro amigo. Ainda mais nos tempos estranhos e difíceis de agora.
Florer power
O poder da flor foi expressão da moda nos anos 1960, para sintetizar o sentimento antimilitarista causado pelo guerra do Vietnam, cujo slogan era “faça o amor, não a guerra”. Passadas décadas o poder da flor agora é na gastronomia.

Criaram a moda de colocar uma flor supostamente comestível nos pratos principais e sobremesas. Agora quem protesta sou eu. Ao sou abelha para comer algo que não tem gosto.
Desconfie de restaurantes em que cozinheiros foram substituídos por jardineiros.
Quem paga a conta
Inviavelmente, é o pagador de impostos. No caso da propaganda política nas emissoras de rádio e TV, o contribute paga por renúncia fiscal, que este ano será de 996 milhões de reais.