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A esquina picolé

A esquina mais fria de Porto Alegre é esta, na avenida Júlio de Castilhos com a Travessa Zezinho. Dependendo da direção de vento a Rua dos Andradas rivaliza em matéria de BRRRR!!

Foto: Fernando Albrecht

Por um lado, pega o vento Pampeiro, que vem do lado Oeste, ou o Minuano, que vem do Sul. Como sempre tem vento na área, a sensação térmica é pior.

Só e mal acompanhado

Você sente que o relacionamento não é mais o mesmo. Mas só de pensar em terminar e voltar para o mercado bate preguiça, e você fica.

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É o que acontece com um em cada três adultos, segundo nova pesquisa da MyIQ. De acordo com o levantamento, 33% dos 4.000 entrevistados sentem que abriram mão de seus padrões ao escolher um parceiro. Por outro lado, 28% acreditam que seus parceiros se contentaram com menos do que deveriam.

O terceiro grau

Esta sensação de ter medo da solidão é daqueles paradoxos que mostram como o novo milênio é estranho. Nunca, em épocas anteriores, teve-se tanta facilidade em se relacionar amorosa e fisicamente com outra pessoa. Ao mesmo tempo, como é difícil preencher a solidão. 

Pense em quantas ferramentas temos à disposição para começar um namoro ou coisa semelhante, plataformas de relacionamento na Internet, e-mails, WhatsApp, chat, SMS, tidas que em teoria facilitam contatos imediatos do terceiro grau. Só que não. 

O medo de ser rechaçado é o mesmo que o temor de ser rechaçado quando se tirava alguém para dançar nos bailes de antigamente.

Jornalistas, fora 

Em décadas anteriores à revolução sexual, cujo marco inicial foi o Festival de Woodstock em 1968, as garotas temiam ficar pra titia, então o caça-marido era uma competição feroz. E, em parte, o amor era substituído pela conveniência. Inclusive com o apoio das mães.

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Era assim no meu tempo, anos 1960. E, não por acaso, nos vales da Reitoria da UFRGS, as meninas davam preferência para acadêmicos de Medicina, profissão que dava segurança e dinheiro.

Pelo menos, naquela época. Ninguém queria casar com estudantes de Jornalismo, porque sabiam que jornalista ganhava mal.

O substituto 

O que pode ser um sentimento que é maior e mais intenso que o amor e suas implicações, talvez seja o que chamamos de ombro amigo. Ainda mais nos tempos estranhos e difíceis de agora. 

Florer power

O poder da flor foi expressão da moda nos anos 1960, para sintetizar o sentimento antimilitarista causado pelo guerra do Vietnam, cujo slogan era “faça o amor, não a guerra”. Passadas décadas o poder da flor agora é na gastronomia.

https://www.senar-rs.com.br/

Criaram a moda de colocar uma flor supostamente comestível nos pratos principais e sobremesas. Agora quem protesta sou eu. Ao sou abelha para comer algo que não tem gosto. 

Desconfie de restaurantes em que cozinheiros foram substituídos por jardineiros.

Quem paga a conta 

Inviavelmente, é o pagador de impostos. No caso da propaganda política nas emissoras de rádio e TV, o contribute paga por renúncia fiscal, que este ano será de 996 milhões de reais.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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