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A República ao ovo frito

República era nome que se dava para amigos ou conhecidos, geralmente, vindos da mesma cidade do interior. Alugavam uma casa ou apartamento para deixar de morar em pensões, que era sinônimo de compartilhar quarto com estranhos.

A ideia  era ratear as despesas. Eram comuns em Porto Alegre nos anos 1960. E eu mesmo morei em duas. 

 Logo que cheguei à Capital, fui obrigado a morar em uma pensão porque era um bancário pelado. Por sorte, havia algumas pensões chamadas JUC, de Juventude Universitária Católica.

A que eu morei, a JUC 5, ficava na descida da Mostardeiro. A comida era boa, uma exceção. Anos mais tarde, já instalado numa República, almoçava numa pensão na rua Riachuelo, a penão da Eda.

Comida entre ruim e passável. No entanto, o sabor melhorava graças ao compositor e jornalista carioca Sérgio Porto, o Estanislaw Ponte Preta.

Vale até hoje: “Não há comida ruim que não melhore se botar um ovo frito por cima.” Obrigado dona galinha, obrigado Stanislaw.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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