República era nome que se dava para amigos ou conhecidos, geralmente, vindos da mesma cidade do interior. Alugavam uma casa ou apartamento para deixar de morar em pensões, que era sinônimo de compartilhar quarto com estranhos.
A ideia era ratear as despesas. Eram comuns em Porto Alegre nos anos 1960. E eu mesmo morei em duas.
Logo que cheguei à Capital, fui obrigado a morar em uma pensão porque era um bancário pelado. Por sorte, havia algumas pensões chamadas JUC, de Juventude Universitária Católica.
A que eu morei, a JUC 5, ficava na descida da Mostardeiro. A comida era boa, uma exceção. Anos mais tarde, já instalado numa República, almoçava numa pensão na rua Riachuelo, a penão da Eda.
Comida entre ruim e passável. No entanto, o sabor melhorava graças ao compositor e jornalista carioca Sérgio Porto, o Estanislaw Ponte Preta.
Vale até hoje: “Não há comida ruim que não melhore se botar um ovo frito por cima.” Obrigado dona galinha, obrigado Stanislaw.