Ontem falei sobre uma empada maravilhosa que era vendida no Centro de Porto Alegre em décadas passadas. Hoje vou contar a história de outra empada maravilhosa que tinha azeitona.Quem vendia era um bar pequeno na rua André da Rocha, e havia filas à espera delas.
Certo dia, o chargista Sampaulo entrou e, como era de casa, pediu uma no capricho para o dono. O exemplar veio e dentro havia uma azeitona.
O dono do pedaço, pão-duro de primeira, disse ao Sampa que fora sorte, ele deu parabéns para a cozinheira de só botar uma azeitona a cada quatro. Pediu outra, e veio com mais uma azeitona.
– Sorte – resmungou o dono.
Sampa, como era chamado, pediu uma terceira, e mais uma vez veio com azeitona.
– Coincidência – disse o dono já meio irritado.
Como eram pequenas, o Sampa pediu mais uma, e mais uma vez veio com azeitona. O proprietário largou um palavrão, entrou na cozinha e disse poucas e boas para a cozinheira.
Na realidade, quase a despediu. Mas onde achar outra que fizesse um produto tão bom?