Anos 1950. A Sony inventou o transistor, que gastava quase nada de energia e permitiu reduzir os rádios a um décimo do tamanho. O primeiro foi o Spica, em 1957.

Um exército de vendedores foi para as lojas vender o revolucionário produto. Voltaram decepcionados, os lojistas diziam que o Spica não cabia no bolso do paletó.
O dono da Sony, Akio Morita, mandou os vendedores alargarem o bolso para caber o radinho. Sucesso total.
O radinho na árvore
Poucos anos depois, o empresário gaúcho Adelino Colombo da cadeia Lojas Colombo precisava convencer as donas de casa do interior de Farroupilha (RS) que o radinho portátil era bom para ouvir novelas em qualquer canto da casa. E não nos rádios grandalhões, ligados na tomada.

Quando os casais voltavam da missa dominical, Avelino havia pendurado o radinho no galho da árvore mais próxima da entrada da casa. “Quero um, marido.” E vai dizer não pra patroa?
Das cinzas à lavoura
As cinzas do carvão depois de queimado sempre foram do mal. E não se sabia o que fazer com elas. Os chineses pesquisaram e, recentemente, fizeram limonada do limão. Misturado com reagentes certos, extraem fertilizantes como ureia e nitrogênio.
Hermanos espertos
O Uruguai tinha o mesmo problema no século passado, o que fazer com as cinzas. Misturaram com piche e surgiu o cimento pozolânico para as rodovias. Que ficam um tapete. Já as nossas…

Alemão sabido
Numa curva de estreita rua principal de uma cidadezinha com 800 anos, no interior da Alemanha, permitia a passagem de carros nos dois sentidos, embora só desse passagem para um carro. Perguntei a um alemão porque não faziam mão única. Resposta:
– Sabendo que só cabe um, ninguém se arrisca a entrar para não ter que dar ré. Então, nós, alemães, pegamos outras ruas. Assim conservamos o pavimento original.

É preciso mudar
Leonardo Lamachia liderou, na quinta-feira (21), em Porto Alegre, um ato da OAB/RS cobrando o encerramento do Inquérito 4781 do STF e defendendo uma mudança de postura da Corte. Diante de representantes da advocacia e da sociedade civil, o presidente da Ordem gaúcha afirmou que a entidade deve avançar com novas medidas judiciais e administrativas, incluindo a possibilidade de um habeas corpus para pedir o trancamento do inquérito.
“Vivemos a maior crise institucional desde a redemocratização, e o STF precisa mudar sua postura na jurisdição, sendo o fim do Inquérito 4781 o primeiro passo”, declarou Lamachia.