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Um mês especial

Celebra-se em maio o mês da masturbação. É sério. O tabu em torno da masturbação, especialmente a feminina, não é coincidência.

Entre os séculos XIX e XX, a sexualidade das mulheres foi frequentemente medicalizada. Desejos fora do esperado eram enquadrados como “histeria feminina”. A anatomia completa do clitóris, órgão central no prazer das mulheres, só foi descrita com mais precisão no fim dos anos 1990.

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Esse cenário começou a mudar no século XX, com pesquisas como os relatórios Kinsey, a revolução sexual e os movimentos feministas, que foram reposicionando o prazer feminino como parte do bem-estar e da autonomia. Em 1995, a demissão da médica Joycelyn Elders nos Estados Unidos, após defender que a masturbação poderia ser abordada na educação sexual, acabou tornando-se um marco simbólico: maio virou o mês da masturbação.

E a rapaziada?

Do lado dos homens, o tabu também persiste. Até o final dos anos 1960, quando vieram os hippies e a revolução sexual após o Festival Woodstock, que pregava o “amor livre”, gerações e gerações de meninos adolescentes sofriam com o sentimento de culpa. Isso porque a Igreja Católica dizia que a masturbação levava ao Inferno se não houvesse a confissão deste “pecado”.

Era o regime do terror sexual com o chamado sexo solitário. Ai de quem tomasse comunhão sem antes se confessar para o padre.

Castigo cabeludo

Havia até um boato aterrorizante. Quem se masturbasse com frequência, corria o risco de ter a mão do pecado cheia de pelos. A mão cabeluda denunciava os masturbadores.

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Masturbação feminina era tratada de forma pior. No mínimo, virava piada. Nenhuma garota admitia que se masturbava no mecanismo chamado “siririca”. Para ver como a Igreja contribuiu para o terror sem sentido, algo perfeitamente normal.

Banrisul e os boletos

O Banrisul modernizou os serviços de emissão e gerenciamento de boletos, consolidando um ecossistema mais completo e inteligente, alinhado às inovações do sistema financeiro e do ambiente regulatório brasileiro. As novidades fazem parte de mudanças profundas implementadas ao segmento corporativo.

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Prêmio Colunistas

O Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP irá concorrer na etapa nacional do Prêmio Colunistas Brasil, após ter conquistado o ouro na categoria Institucional – Prêmio Colunistas / Etapa Sul, com o seu filme de final de ano.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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