Ao contrário do ditado “seguro morreu de velho”, a realidade é o título deste comentário. O conserto de um veículo custa 40% do seu valor, se tiver com 10 anos ou mais.
A urgência por proteção não é apenas preventiva, é de sobrevivência financeira. Com a alta nos preços de componentes, o conserto de uma colisão de baixa intensidade em um carro com 11 anos de estrada já consome, em média, 40% do seu valor de mercado (Tabela Fipe).
Ou vai ou racha
O mercado automotivo brasileiro atinge, em 2026, um ponto de ruptura. De um lado, as seguradoras tradicionais endurecem algoritmos e expulsam veículos com mais de uma década de uso.
Jaburecas sem futuro (*)
Do outro, a inflação de autopeças torna inviável circular sem proteção. Esse cenário de exclusão é o motor de uma migração recorde: o setor de mutualismo projeta absorver 8 milhões de novos condutores até o fim de 2026, impulsionado por motoristas que não encontram mais abrigo no seguro convencional.

(*) Expressão usada em Alegrete RS, mesma coisa que jaburacas/jaburicas, utilizado de forma bem-humorada para descrever carro ou máquina antiga em mau estado ou caindo aos pedaços.
Um outro mundo
Janelas tradicionais representam um dos maiores pontos de desperdício térmico em residências localizadas em climas temperados. Vai daí que a União Europeia passa a exigir que novas obras e reformas nas residências eliminem as pontes térmicas para reduzir o consumo de eletricidade e gás.
Leia-se janelas duplas com gás argônio, que possibilita isolamento térmico. Até mesmo quintais não poderão ser impermeabilizados.
Químicos
O uso de defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras registrou um aumento de 7,6% em 2025, totalizando mais de 2,6 bilhões de hectares. Enquanto isso, os europeus estão diminuindo cada vez mais o uso dos defensivos químicos. Em alta o método da biodinâmica, o uso da natureza no combate à pragas.

O sistema exige o “todo mundo junto”. Inclui a substituição de fertilizantes químicos.
Erro fatal
Um amigo meu, que foi executivo da antiga TV Difusora, hoje Bandeirantes, e da RBS nos anos 1980, atualmente se dedica ao negócio vinho. Tem vinícolas no Brasil e Itália. Contou uma história que me levou ao “todo mundo junto” acima referido.
O que se chama agricultura orgânica evoluiu para algo mais em conta do que simplesmente não usar defensivos (ou agrotóxicos, embora nem todos sejam). Dissemina-se mundo afora o conceito de “biodinâmica”, que o nome já diz o que é. No caso dele, pôs em prática o que podemos definir como o uso da natureza para combater pragas.
O começo da biodinâmica
Criada em 1924 com base nos ensinamentos do austríaco Rudolf Steiner, biodinâmica é uma abordagem holística que enxerga a propriedade rural como um organismo vivo. Pois bem.

Perguntei a ele como estava sendo a experiência e ele contou que um vizinho esculhambou com seu plano de parreirais com biodinâmica. Em geral, não existem mais grandes propriedades na Europa. E, no caso das parreiras, usa-se o conceito de parcelas.
Sacanagem do vizinho
Então, um dos vizinhos, que tinha uma parcela, usou defensivo químico, o que foi ruim. As pragas se mudaram -de mala e cuia – para as propriedades que praticavam biodinâmica. Ao fim e ao cabo, ele teve que usar defensivos, embora com pouca carga, bem menos que o vizinho usava.
Mas, no final das contas era química. Não era esse o plano.
Banrisul Cultural
Novo instituto cultural e social do Rio Grande do Sul, o Banrisul Cultural lança sua primeira iniciativa, o Clube do Livro 60+, desenvolvido em parceria com a associação Acervo Literário Erico Verissimo. Atenderá 2 mil participantes com o envio gratuito e mensal de livros em todo o território gaúcho.
Além disso, realizará pequenos grupos on-line de debate entre os integrantes, assim como transmissões ao vivo. As inscrições não têm custo e podem ser feitas a partir do meio-dia do dia 25 de maio pelo site banrisulcultural.com.br/projeto/clubedolivro.
Corrida Sesi
Em celebração ao Mês da Indústria, 12 cidades gaúchas recebem neste domingo (24), a Corrida Regional do Sesi-RS. Ao todo, a edição de 2026, incluindo as oito localidades que realizaram o evento no início de maio, chegou a 17,8 mil inscritos nas provas. Foram arrecadados 215 mil quilos de alimentos, o equivalente a 645 mil refeições por meio da rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul.