A imagem é dos meus tempos como comentarista do Jornal Gente da Rádio Bandeirantes, provavelmente em 2003/4. Na esquerda está Affonso Ritter – porque não estou surpreso?. Ao seu lado, o falecido Adão Oliveira. Logo depois, Felipe Vieira, que era o âncora do programa.

De pé, na esquerda, Antônio Carlos Contursi, o Cascalho. E eu, de camisa escura.
Passado todo esse tempo, ainda encontro quem ache que foi a melhor formação do programa, que tinha enorme audiência. Gerava repercussão, além de pautar jornais e até a concorrência.
Tenho uma ponta de tristeza além da óbvia. O prédio da Band, no Morro Santo Antônio, foi demolido. Deve dar lugar a um desses paliteiros de cimento que as construtoras gostam. A Band foi para a PUC.
Antes de ser Bandeirantes, o complexo abrigava a TV Difusora sob comando de Salimen Jr, que foi pioneira na transmissão de TV a cores no Brasil, façanha que a concorrência não cita. Na época, pertencia à ordem dos capuchinhos.
Em 1973, fui um dos produtores do talk show de luxo, A Grande Noite, comandada por Ernani Behs, também pioneiro no formato, com cenários do antiquário Arthur Guarisse. Nesta época, a TV Difusora tinha mais audiência que a TV Globo, veja só.
Agora o complexo de tantas glórias se foi, sem choro nem vela. Merecia mais que isso. A memória porto-alegrense é uma droga.