Seja uma pedida tradicional, como um xis, à la minuta ou espeto corrido, seja um paladar internacional, como um combinado de sushi: o gaúcho é conhecido por gostar de comer bem. Por isso, apesar do cenário econômico mais desafiador recentemente, o consumidor não abandonou o hábito de ir a restaurantes no Estado.
O que mudou foi a forma de escolher onde e como consumir. Essa é a principal leitura do Sebrae RS ao analisar as tendências para o setor de Alimentação Fora do Lar (AFL) em 2026.

Segundo o especialista em Alimentos e Bebidas do Sebrae RS, Roger Klafke, o ano não deve ser marcado por crescimento acelerado, mas por um movimento de ajuste, organização e fortalecimento do essencial, especialmente entre micro e pequenas empresas, que representam a maior parte do setor no Rio Grande do Sul.

“As pessoas continuam frequentando restaurantes, bares e lancherias. O que mudou foram os critérios de decisão. O preço segue importante, mas hoje ele divide espaço com valor percebido, conforto, clareza de proposta, saudabilidade acessível e segurança no alimento está sendo servido”, explica Klafke.
No Estado, onde o setor é altamente pulverizado e enfrenta pressão constante de custos, especialmente em mão de obra, energia e serviços, entender esse novo comportamento deixou de ser diferencial e passou a ser condição de sobrevivência.

Menos extremos, mais intenção
Uma das principais tendências para 2026 é o abandono dos extremos. Dietas rígidas, modismos passageiros e propostas artificiais perdem espaço para equilíbrio, familiaridade e diversidade.