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Os provérbios e os ditados

Não existem há milhares de anos à toa. Há um para cada situação quando não são mais de um.

Registros imemoriais nas línguas mais antigas do mundo estão prontos para serem sacados mais rápido que revólver em mão de mocinhos dos filmes de faroeste de antigamente.

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“Tanto vai o cântaro à fonte que um dia acaba se quebrando” é sabedoria registrada pelo Antigo Testamento que, não por acaso, também consta na Torá, o livro sagrado dos judeus ou foi vice-versa. 

Aplica-se com perfeição ao Supremo Tribunal Federal, o nosso STF.  

A cizânia, de alto à baixo

De tanto exercer seu papel de guardião, às vezes de forma equivocada, a suprema corte brasileira, não raro, meteu-se de pato à ganso. E o castigo veio de a cavalo, como se diz na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Pior, veio sob forma de uma gravação feita, à socapa e à sorrelfa, por um dos 10 ministros presentes, eis que não havia nenhum assessor de suas excelências presente. Todos eles, com exceção de um, querem saber quem foi o Judas, que vazou a última ceia ou a primeira do ano. 

www.brde.com.br

Hoje, todos eles olham para as togas vizinhas com desconfiança e com uma pergunta martelando na cabeça, “Será que foi ele?” Boa pergunta que provavelmente nunca será respondida. 

A meia gravidez

O Brasil que nós vivemos é, para usar um ditado gaúcho, de cair os butiás do bolso. O Supremo revelou-se um templo de barracos, no melhor estilo de comadres de vila.

A economia vai mal. Além disso, há 11 meses, o varejo não cresce ou cresce como cola de cavalo – para baixo.

O PIB trimestral se encaminha para zero, apesar do ufanismo dos canais oficiais. O presidente é homenageado – com 13, beta, mulher e tudo – por uma escola de samba do Rio de Janeiro, caracterizando propaganda eleitoral antecipada.

Apesar de a Justiça eleitoral achar que não pode, mas pode mesmo assim, sem aplicar as penas da lei. Foi oficialmente provada a meia gravidez. 

https://www.senar-rs.com.br/

Para salvar as aparências, a Comunicação do governo federal proibiu os ministros de prestigiar o desfile. É uma pena. 

Tanto que alguns gostariam de estar no camarote com capacidade para 500 pessoas de carona com a maior ou segunda maior empresa de táxi aéreo gratuito do mundo, a FAB.

E o irônico é que em nenhum des eventos houve um só dedo do ex-presidente, que curte o sol nascer quadrado na Papudinha. Foi auto-imolação mesmo.

Como o Supremo sai dessa?

Nao sai. É como mancha de sangue em terno de linho branco. Pode-se dar uma disfarçada, mas será uma mancha indelével no fim das contas. 

Lembra um samba dos Demônios da Garoa contando as desventuras com um tintureiro japonês.

      Está tudo azul sim senhor 
      Bonitinho
      Mas o terno que era branco
      É agora azul marinho

Dívida atroz

Como é que pode um banco dessa dimensão pequena criar um rombo de R$ 50 bilhões no FGC? “Não pode, não é para acontecer”, disse André Esteves, do BTG, durante painel na CEO Conference Brasil 2026, promovida pelo banco. Bem, se um banqueiro como ele não sabe, o que dirá nós.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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