A criatividade em propaganda passa também pela palavra escrita ou pronunciada. Quando eu fiz uma tarefa para a Mercur Publicidade, em 1972, havia uma guerra no varejo da Capital gaúcha. Então, as promoções, liquidações e outros artifícios para chamar a atenção do leitor de jornais já estavam esgotadas, ou quase. As agências que tinham as contas da Imcosul, Hermes Macedo, JH Santos, Renner, entre outras grandes marcas, faziam das tripas coração para atender os clientes.
Quando o período de liquidações parecia não ter mais o que inventar, surgiu uma campanha da Imcosul, se não me engano. O sujeito da criação reuniu os apelos já gastos (liquidação, remarcação, promoção) e juntou todas em um; LIQUIRREMARCAPROMOVENDAÇÃO.
Deu-me a ideia que cobraram tanto do diretor de criação e do redator que de repente o cara encheu o saco e saiu assim Mas funcionou, porque definitivo.
Outra lembrança daqueles tempos se deu com uma peça do Grupo Pão de Açúcar, a rede de atacarejo (mais uma junção!) Assaí. Serviu de mote para vender maquininhas para cartões de crédito e débito com a marca PASSAÍ.
Boa sacada.