O noticiário envolvendo a lobista Roberta Luschinger e Lulinha não para de crescer. Assim como ganha as capas dos jornais a discussão se ele deveria ser julgado pela justiça comum – há três denúncias contra eles – ou pelo STF. Enquanto seu lobo não vem, as pesquisas mostram Lula na frente de Flávio Bolsonaro.
As broncas do filho prejudicam a campanha do pai? Acho que não. Para o grande eleitorado, as denúncias contra a Lulinha já fazem parte da paisagem. A gandaia anda solta.

Ao menos 425 candidatos inscritos para as eleições de 2026 recebem o Bolsa Família. O dado é de levantamento do Poder360 a partir do cruzamento de mais de 55 milhões de células de dados do governo federal e da Justiça Eleitoral.
O que era para ser um auxílio emergencial virou permanente e aberto a qualquer um, mesmo com dinheiro no bolso. Quando o economista Milton Fridman pensou no auxílio com o nome de imposto de renda negativo. Sua ideia era de que era preciso ajudar pessoas realmente necessitadas por um prazo curto e com obrigações que deveriam ser fiscalizadas com rigor, como manter os filhos na escola.

O tempo passou e dona Ruth Cardoso pegou a ideia. Posteriormente, o PT deu-lhe o nome atual dizendo de forma matreira que fora ideia dele. Mais uma mentira.
Mais tarde se juntou uma réstea de benesses semelhantes, como auxílio desemprego, vale gás e mais uma meia dúzia ou mais programas. Claro que granjeia votos. Fiscalização quase zero.
Mas é preciso que se diga que o Bolsa Família parte do cadastro das prefeituras, que também tem culpa em cartório por essa gandaia. Tudo neste país tem algum tipo de mutreta com o dinheiro do contribuinte. Somos um país à beira da inviabilidade.
A falta que ele faz
Uma pesquisa da Icatu Seguros publicada na coluna de Giane Guerra, da ZH, mostra respostas que impressionam sobre as maiores preocupações nos gaúchos. A maior delas não é a saúde, como era padrão em levantamentos de 10 ou mais anos passados, mas o dinheiro (sua falta), com 44%.
Depois vem a Saúde, com 25%. A violência captou a preocupação de 6%.
Nada menos do que 60% teme não ter dinheiro para emergências. Cada um tem as suas prioridades, certo, mas nunca antes nos meus quase 60 anos de jornalismo vi tamanha preocupação com a falta de dinheiro.

Vivemos uma crise financeira medonha e parece que só o governo não vê isso. E os que ganham pouco têm os Bolsa Família da vida.
Mas e o grosso da população, que é a classe média, faz o quê? Se endivida, ora. E estou falando de 80% ou mais que estão nesta situação.
É pra ver o tamanho do pepino que o futuro presidente vai ter que abraçar.