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Teatro de revista

Teatro de revista eram shows com pretexto musical com música ruim. Algumas muito muquiranas, com dançarinas de meias rendadas furadas como se tivessem sido mordidas por piranhas. Mas havia outras luxuosas, que só se apresentavam em grandes teatros e palcos.

Já ouviu falar no can-can, teatro de vaudeville? Pois o teatro de revista nasceu na França e foi, como direi, tropicalizado e musicado com ritmos nossos, ou do Caribe. O negócio era mulher de pernas robustas e bunda de inaugurar banheiro.

Tudo era pretexto para mostrar sensualidade com músicas de duplo sentido. O mais conhecido que eu lembro era “Tem pixixi no pixoxó”, ora vejam só quanta besteira.

Hoje, nem freira acharia graça; na época, anos 1950, as pessoas se dobravam de tanto rir. Para ver como o Brasil era ingênuo.

Hoje, as mulheres que dançam em programas de televisão são as mulheres do teatro de revista dos anos 1950. Todas achando que um dia aparecerá um milionário que se apaixonará e casará com ela.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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