Procura-se uma mulher esbelta. Foi perdida antes do surgimento do xis e do hambúrguer.

Gratifica-se
Quem achar um político que não pense em reeleição.
Desaparecimentos
Jovens, de ambos os sexos, que não sejam viciados nas redes sociais.

Há vagas
Para compositores da música brasileira da boa.
Um cantinho da Alemanha
Inaugurado em 1969 pela família Lenhart na avenida Assis Brasil, 295, o Chopp Stübel festeja 56 anos sob o comando de Norton e Susana Lenhart. Legítimo bar-chope das antigas além de restaurante, a casa ficou 30 anos na Quintino Bocaiúva 940.
Em 2018, mudou-se, de mala e cuia, para a avenida Mariland 431, em frente ao Hospital Militar. É dos clássicos insubstituíveis. O sanduíche aberto mereceria Ouro em alguma Olimpíada nesta modalidade.
Vou lá seguido. Recomendo. Um dos pratos que minha família e eu gostamos é de almôndegas com spatzle, uma massa alemã miudinha.

Lembra minhas origens e os velhos tempos dos bar-chopes de Porto Alegre. Foram tantos e deixaram tantas saudades, meu Deus.
Reembrandt, Stylo, Urso Branco, onde comi o primeiro sanduíche aberto da minha vida, Printz, o Arthur do seu Heinz, Rubayat, Renânia, o 36, A Gauchinha e tantos outros que encheriam o triplo deste espaço.
Como era um bar-chope
Não há uma definição perfeita para bar-chope. Hoje talvez os chamássemos de bistrô com sotaque alemão. Basicamente, nenhum era grande, cada um oferecia um diferencial que chamava a freguesia, sanduíche aberto e filé alto ou a milanesa, salsicha Bock com salada de batata de maionese.
Chope, claro, quase nenhum deles servia cerveja, chope preto no inverno. Vinhos poucos e gaúchos, cabernet (tinto) da Granja União era um, Riesling (branco) era outro. Sobremesa: só licores.

Um ou dois garçons, um preferido das mesas cativas, que reuniam a mesma turma, diária ou semanalmente. Não raro se saía do Centro de Porto Alegre e, com dinheiro no bolso, amigos iam a vários deles, o que era chamado capelinha, alusão à um pequena capelinha com a Virgem Maria que era entregue em cada casa por uma noite e um dia.
Quem matou os bar-chopes?
Quem matou os bar-chopes foi a falta de estacionamento a partir da segunda metade dos anos 1980. Não podemos esquecer que em 1970 Porto Alegre só tinha 40 mil automóveis.
“O dono da casa é o empregado do convidado.”
Pensamento do Dias