Não houve bolo nem velinha. Mas bem que essa italiana mignon merecia. Dia 23 passado, completou 80 anos aquela que foi coqueluche no Rio Grande do Sul nos anos 1960, a Vespa.

Com suas rodas pequenas e com “saias” escondendo a parte mecânica, além de paralamas integrados com a carroceria, a pequena motoneta foi sucesso mundial. Coadjuvante de várias comédias românticas do cinemão de Hollywood, com artistas famosos como Audrey Hepburn, a Vespa foi sucesso absoluto por aqui. Eu que o diga.
A Vespa era fabricada pela Piaggio e tinha aficionados que gostavam do seu câmbio de quatro marchas acionadas com a mão na manopla esquerda. Já a embreagem ficava na direita, e o pedal do freio, no assoalho.
Sim, tinha assoalho. Sua rival era a Lambretta, também com sotaque italiano, montada em São Paulo pela Indústria Pasco, dos irmãos Pascowitch, gaúchos da cidade de Rio Grande. O sistema de câmbio era o mesmo, mas com três marchas. O motorzinho rendia entre 9 e 12 hp.
Dirigir uma Vespa era mais suave que a Lambretta. Em corridas de rua, a briga era feia.
Se você tivesse carro ou o papai deixasse você dar um bordejo por aí, podia escolher namoradas. Se tivesse Vespa ou Lambretta, as chances eram igualmente boas. Entretanto, não tivesse nenhum “pé de borracha”, como se dizia, dependia da lábia, da estampa e da sorte.
Uma Vespinha tinha seu valor para ganhar uma mina, ah se tinha…