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Lado bom, lado ruim

Amiga minha dos tempos de juventude, que foi para a Alemanha há 40 anos, para a cidade de Münster, está visitando parentes em Montenegro. Conversei longamente com ela sobre a situação alemã e o que ela achava de bom e ruim no Brasil depois de todo esse tempo, durante sua estada aqui.

O lado bom é a facilidade com que se faz amigos. Todos são cordiais. E quando vai à farmácia, a atendente a chama de “minha alemã preferida”.

Obviamente que, na Alemanhã, essas intimidades não acontecem. E o lado ruim do Brasil, perguntei.

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A insegurança, os alertas que recebe sobre assaltantes, cadeados, fechaduras duplas, essas coisas, ela falou. Seus primos só deixavam de vigiá-la depois que viam as luzes do apartamento emprestado em que mora – está de malas prontas para voltar.

Estranhou que restaurantes e bufês tivessem tanta gente, mesmo com a queda da renda. Então, expliquei a ela como funcionava o vale-refeição que boa parte dos brasileiros recebe, especialmente funcionários públicos. Por fim, ela contou que, com a guerra do Irã, ao viajar para cá, o litro de gasolina custava o equivalente a 12 reais.  

Filtro na cidadania

Seis países europeus anunciaram uma série de mudanças coordenadas nas exigências de visto para cidadãos brasileiros. Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Holanda passam a adotar critérios mais rígidos de comprovação financeira, cobertura de seguro, tempo de espera consular e sistemas digitais de triagem.

As mudanças afetam diretamente turistas, estudantes, nômades digitais e brasileiros que buscam reunificação familiar na Europa. As novas regras entram em vigor progressivamente a partir de julho de 2026.

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Os italianos foram os primeiros a estreitar, cada vez mais, o funil da cidadania, inclusive precisa do aval do Senado. O que não entendo é o comercial na TV paga de um escritório que garante cidadania italiana como se fosse a coisa mais fácil do mundo. E sabe-se que não é.

Passaporte alemão

Como meu pai nasceu na Alemanha e veio para o Brasil em 1920, após lutar a bordo de um caça-minas na Marinha Imperial alemã na I Guerra Mundial, consegui passaporte alemão assim como meus filhos. Mas não foi fácil, acreditem.

Foram anos juntando documentos que eram questionados até por uma vírgula ou ponto. Minha mãe, descendente de alemães, recebia uma pensão (em marcos, foi antes do euro) porque era viúva de um combatente que inclusive recebeu a condecoração Cruz de Ferro (foto).  

Sesi solidariedade

Além de incentivar a adoção de hábitos saudáveis, as corridas do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS) carregam uma importante missão social: fortalecer a cultura da solidariedade. Promovidas pelo Sistema FIERGS desde 2022, as provas deste ano têm como objetivo arrecadar 200 toneladas de alimentos, que resultarão em cerca de 600 mil refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade.

https://www.senar-rs.com.br/

Direito de família

O IARGS promove hoje (28), às 12h, atividade do Grupo de Estudos de Direito de Família, com palestra do psiquiatra e psicanalista Marco Aurélio Albuquerque. Com o tema “Direito de Família: o viver criativo em uma era de excessos”,

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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