Felizes tempos do Ginásio São João Batista de Montenegro em 1952. O mundo era menos complicado ou não o sabíamos, pela precariedade das comunicações na época.

Um fato ocorrido na Europa, digamos, levava dias e até uma semana para chegar ao Brasil. Salvo catástrofes, guerras ou tragédias colossais. Se fosse na Ásia, pior ainda.
Revendo meus colegas, quase todos amigos, sinto saudades. Isso porque boa parte, eu diria até a maior parte, já faleceu.
Colher amoras e pitangas no mato, a alegria dos pais por ter obtido boas notas, os lanches trazidos de casa, refrigerantes como Grapette, Laranjinha ou Crush comprados no barzinho do ginásio marista, o professor Irmão Eugênio.
Além disso, tinham as brincadeiras na hora do recreio, o cinema aos sábados, trilhas no Morro São João com quase 300 metros de altura, o mistério da Toca da Onça, a visão noturna das luzes de Porto Alegre à noite vistas do morro, a descida perigosa no escuro. Tudo fazia parte do alegre pássaro da juventude,