Freguês tem dúvida sobre qual guerra quer se divertir. Pois eu tenho um leque delas, todas com o aviso “só dói quando rio”. Começando pelas pesquisas para 2026.
Embora esteja caindo, na simulação com Bolsonaro e outros candidatos ainda não engrenados e sequer lançados, seu Lula ganha deles. De largar foguetes? Não.
A mesma pesquisa Quaest informa que 62% dos eleitores do marido da primeira-dama não querem que ele se candidate. Evidentemente, isso não significa nada por enquanto.

A verdade é que o travesseiro do presidente deve estar mais socado que cara de pugilista veterano. Embora as pesquisas obedeçam a critérios e metodologias próprias, isso é agora.
Digamos que sejam uma sopa fervendo. Uma hora sobe na fervura a massa, ora os legumes, ora a carne ou o milho.
Como, no Brasil, até o passado é incerto imagina 2026. Fato é que a nossa azul do poder pega forte. Todos aqueles ministros, militares fazendo continência, cartão corporativo não sujeito à auditoria, o coro dos puxa-sacos o elogiando, até macaco velho como ele gosta. Mas eu tenho uma grande dúvida.
Pesquisa de uma
Pesquisas mostram uma amostragem do que pretende a maioria. Ah é? Por acaso alguém ouviu a dona Janja se ela gostaria que o querido deva encarar uma incerteza?
Mesmo sem conhecê-la, mulheres mais jovens, em pleno vigor físico, querem estabilidade. Se for amor sincero, esposas costumam aconselhar maridos políticos a botar o pijama, sentar na calçada, ser homenageado por anos que encarar uma derrota.

Enfim, se, para o ser humano comum, é difícil navegar em mares traiçoeiros imagina quem mora e usa joias reluzentes. Como no samba de Noel Rosa:
Você tem palacete reluzente
Tem joias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança nem parente
Só anda de automóvel na cidade
E o povo já pergunta com maldade
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?
Seis homens e um almoço
Esta turma se reúne semanalmente para um almoço cujo prato principal é falar mal dos outros e bem deles. Como ainda estou a 70% de potência após a colocação de quatro molas de caminhão, conhecidos como stents, dei-me um prêmio de gastar algumas horas de prosa com velhos e fiéis amigos. Da ponta esquerda o médico e colecionador de Porches, Matz Matzenbacher; o vetusto Cesar Pacheco, egrégio delegado da Polícia Federal, ora aposentado; o doutor Paulo Guimarães, alto funcionário da Prefeitura de Porto Alegre; o inefável João Nadir, doble chapa de Uruguaiana; o temível debatedor Nestor Hein e, por fim, eu.

As lentes dos celulares são grande angulares e te aumentam o corpo principalmente para quem está nos cantos, e emagrecem que está no fundo. Então, sou eu, mas não sou eu.
A marrada de Trump
Isa-se essa expressão quando um bode dá ré e depois vai a milhão de cabeça baixa acertar alguém. Donald Trump é um bode velho que de burro não tem nada.
Ele joga para a torcida americana que quer ver a indústria crescer como nós velhos tempos. Está pouco ligando para quem o esculhamba.

Por falar em bode: se conheço bem esses caprinos da terceira e pior idade, o presidente Trump bota tarifas pesadas para negociar depois em condições vantajosas. Os alvos dirão “ufa!”, como no original dessa história envolvendo um bode na sala, contada no livro dos provérbios dos judeus, o milenar Talmud.
Ratos de igreja
Minhocas não servem só para arejar e adubar solos, também costumam viajar para cabeças de humanos. Eu tenho uma enorme na cachola, e ela desconfia que essa história da economia brasileira estar crescendo quando o povo está mais pobre que rato de igreja.
Não precisa ir longe nem fazer pesquisa. Qualquer lojinha ou qualquer lojão fala que as vendas pioraram. Governos são os melhores mentirosos do mundo. Sempre dirão que tudo vai bem, mesmo que tudo vá mal.
Quem bebe não quer se tornar interessante, quer deixar os outros interessantes.
Pensamento do Dias