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O fogão de Einstein

O “zeide” (avô, em iidish) vivia numa cidadezinha pedida na Bessarábia, hoje dividida entre Moldova e Ucrânia e Romênia, não entendia o que era a tal de teoria da Relatividade, coisa da cabeça do judeu alemão Albert Einstein. O neto, que estudava na então capital Kishine, tentou explicar de um jeito fácil,

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– Zeide, a tese de Einstein é mais ou menos assim: imagine um rapaz que senta durante uma hora no colo da namorada. Para ele é como se tivesse ficado um minuto. Este mesmo rapaz se sentar um segundo na chapa do fogão aquecido é como se tivesse ficado por uma hora. Entendeu?

  O avô ficou pensando, pensando e perguntou:

– Acho que sim. Mas me diz uma coisa, Einstein ganha a vida com isso?

A Criação pela costela

Quando Deus criou o homem do barro e da costela dele fez a mulher achou melhor criar os especialistas em seguida, para orientá-lo nas suas criações. A primeira coisa que o primeiro deles falou, um cientista social, foi dizer que a falta de uma costela levaria a futuros complexos de inferioridade.

Assim que veio à luz, um outro, um estatístico, garantiu que a humanidade era exatamente 50% de homens e 50% de mulheres. O terceiro, um economista, alvitrou que haveria 100% de chance de o casal ter filhos.

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Duvidando das contas do colega, o último especialista, um advogado, entrou com uma liminar para suspender qualquer outra criação enquanto se discutia a constitucionalidade dos atos do Criador. No meio do entrevero, todos fizeram uma pausa para discutir a proposta do cientista social em criar uma associação, primeiro passo para formalizar um sindicato. Também sugeriu que ele se filiasse logo à CUT.

Quando estavam todos de acordo com a ideia veio uma dúvida: como eles foram criados por um ente superior, o Estado, a rigor, por suposto, disse o cientista social, todos eles seriam funcionários públicos, então teriam que ter um plano de carreira, quinquênios, licenças-prêmios, direito à greve e jornada semanal de 40 horas com duas horas extras incorporadas aos vencimentos.

Aprovado por unanimidade. Elaboraram uma minuta, transformada em ofício e enviada para o Pai de Todos.

https://cnabrasil.org.br/senar

Ele recebeu o documento, leu, releu e no final deu um suspiro de desânimo. Falando mais para ele mesmo, resumiu a situação.

 – Adão já foi um erro…

Fumantes passivos

O consumo da maconha em Porto Alegre é tão alto que você fica fumando junto. Calçadas, marquises de prédios, esquinas movimentadas, proximidades de bancas de ambulantes que não ambulam, estão sempre com o cheiro acre da cannabis.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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