Se a crise do petróleo persistir, ou mesmo que seja resolvido a curto prazo, ou nesse caso, pensando na economia, no meio ambiente e no futuro, certamente que a cidade de São Paulo está à frente das outras cidades brasileiras. A cidade de São Paulo tem uma das maiores frotas de ônibus urbanos do mundo.
Os números são de arrepiar. Frota total do sistema municipal: cerca de 12 mil ônibus em operação; ônibus elétricos (incluindo modelos a bateria e trólebus): aproximadamente 1.259 veículos.
Isso significa que os elétricos representam algo em torno de 10% da frota total da capital paulista atualmente. São Paulo hoje concentra 80% da frota de ônibus elétricos.
Os mais novos não sabem ou não lembram que, em Porto Alegre, os trólebus – na época escrevíamos trolleybus – circularam entre 1964 e 1969. A operação foi feita pela Companhia Carris Porto-Alegrense nas linhas Gasômetro e Menino Deus. Muito andei neles na segunda metade dos anos 1960.
O sistema começou a operar em 1964, no final da gestão de José Loureiro da Silva, eleito para o mandato 1960–1964. A maior parte da operação dos trólebus ocorreu sob a administração de Célio Marques Fernandes, que governou Porto Alegre entre 1964 e 1969.
Depois, acabou-se o que era doce. O sistema foi desativado por problemas técnicos na rede elétrica – faltava energia com frequência – baixa eficiência operacional e pela forte preferência política e empresarial pelos ônibus a diesel naquela época.
(Dados levantados pelo leitor Paulo Pruss)