Esta era a frase que o editor-chefe costumava abrir a reunião de pauta dos jornais em décadas passadas. Costumava ser às 11h, hoje é tudo pela Internet.
Se voltássemos no tempo, a resposta para essa pergunta seria “O que não temos para hoje, porque tem de tudo e mais um pouco…”
Claro que os acontecimentos hoje têm ampla cobertura por várias plataformas. Mas, mesmo assim, dá uma indigestão. O atropelo de fatos é incrivelmente vasto e potencialmente perigoso.

Donald Trump parece um furacão no Caribe. Agora foca Cuba, que, se ele vier a intervir, não lhe dará moleza como o fraco exército venezuelano. Imagem e semelhança ao seu líder, Nicolás Maduro.
E no front interno quer baixar os juros do cartão de crédito. Ora vejam só. Seu Trump, não dá para estender essa ofensiva especificamente para o Brasil?
No mais, Irã e seus aiatolás balançam, mas não caem. Regime onde a religião manda não costuma entregar os pontos, nem que seja para morrer junto com o povo que o arrosta. Vai dar eme por lá, sem dúvida.
Moral em concordata
No Brasil , pergunta “o que temos para hoje?” enseja uma resposta tipo “temos a falência da moral”, nem mesmo está em recuperação judicial, que hoje e o nome da concordata no título desta nota. Era nome de uma peça de teatro dos anos 1960 e pelo que se observa virou falência.

O povo, que não é sábio como alguns pensam, pelo menos resume com uma frase o que temos para hoje: todo mundo está metendo a mão.
O banco que explica tudo
Há fatos em que um só caso resume a ópera e este fato chama-se Banco Master. Todo dia, sai pelo menos um esqueleto do armário dele.
Já sabemos das ligações perigosas do Supremo com o banco, a certeza que ele irriga a horta de muita gente boa dos três poderes, incluindo o Legislativo. Essa bomba ainda está por explodir. Entretanto, como envolve muito figurão, não vai dar em nada, provavelmente.
A horta em que não falta água
E por falar em irrigar, temos outra bomba cujo pavio tem muito bombeiro para apagar, o escândalo do INSS. Esse dinheirão tirado dos aposentados e pensionistas mostra porque o Brasil bebe muito suco de laranja.

O que tem de laranja neste caso que deveria ser divulgado, mas não envolve mais de 6 BILHÕES de reais. Ora, isso é mais de um BILHÃO de dólares. É isto o que temos hoje.
O baile da ilha
Nos estertores da monarquia brasileira, derrubada por um militar bêbado que entendeu de dar um golpe de estado para curar a ressaca, a elite que mamou nas tetas do regime fez um baile espetacular, que hoje chamamos de o último baile na Ilha Fiscal. Um grandioso evento da monarquia brasileira, realizado em 9 de novembro de 1889, poucos dias antes da Proclamação da República. Hoje, um baile na Ilha Fiscal teria a participação das elites dos três poderes – e como as há!
Futuro ou passado, você decide
E assim a nação, que era para ser o país do futuro, engrena a primeira marcha para as eleições de 2026. Mais uma vez, as oposições estão rachadas, e a situação faz ordem unida.
Lula ganha? Aparentemente tem boas chances. Bolsa Família e outras bolsas garantem essa chance.
O que vale mesmo é o segundo turno. Porém, e sempre tem um, é cedo para garantir. Como dizia o jornalista Adão Oliveira, em Brasília pode acontecer tudo. Inclusive nada.
Mudança sem mudança
O fato é que todas as crises brasileiras têm amortecedores. Quando você acha que vem aí o fim do mundo, conchavos e jeitinhos dão um jeito, e tudo muda para tudo continuar como está.
O Brasil é doido varrido. Varrido e encerado.
Pensamento do Dias