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O que temos para hoje?

Esta era a frase que o editor-chefe costumava abrir a reunião de pauta dos jornais em décadas passadas. Costumava ser às 11h, hoje é tudo pela Internet. 

Se voltássemos no tempo, a resposta para essa pergunta seria “O que não temos para hoje, porque tem de tudo e mais um pouco…”

Claro que os acontecimentos hoje têm ampla cobertura por várias plataformas. Mas, mesmo assim, dá uma indigestão. O atropelo de fatos é incrivelmente vasto e potencialmente perigoso.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Donald Trump parece um furacão no Caribe. Agora foca Cuba, que, se ele vier a intervir, não lhe dará moleza como o fraco exército venezuelano. Imagem e semelhança ao seu líder, Nicolás Maduro.

E no front interno quer baixar os juros do cartão de crédito. Ora vejam só. Seu Trump, não dá para estender essa ofensiva especificamente para o Brasil? 

No mais, Irã e seus aiatolás balançam, mas não caem. Regime onde a religião manda não costuma entregar os pontos, nem que seja para morrer junto com o povo que o arrosta. Vai dar eme por lá, sem dúvida.

Moral em concordata

No Brasil , pergunta “o que temos para hoje?” enseja uma resposta tipo “temos a falência da moral”, nem mesmo está em recuperação judicial, que hoje e o nome da concordata no título desta nota. Era nome de uma peça de teatro dos anos 1960 e pelo que se observa virou falência.

www.brde.com.br

O povo, que não é sábio como alguns pensam, pelo menos resume com uma frase o que temos para hoje: todo mundo está metendo a mão.

O banco que explica tudo

Há fatos em que um só caso resume a ópera e este fato chama-se Banco Master. Todo dia, sai pelo menos um esqueleto do armário dele.

Já sabemos das ligações perigosas do Supremo com o banco, a certeza que ele irriga a horta de muita gente boa dos três poderes, incluindo o Legislativo. Essa bomba ainda está por explodir. Entretanto, como envolve muito figurão, não vai dar em nada, provavelmente.  

A horta em que não falta água

E por falar em irrigar, temos outra bomba cujo pavio tem muito bombeiro para apagar, o escândalo do INSS.  Esse dinheirão tirado dos aposentados e pensionistas mostra porque o Brasil bebe muito suco de laranja.

https://www.senar-rs.com.br/

O que tem de laranja neste caso que deveria ser divulgado, mas não envolve mais de 6 BILHÕES de reais. Ora, isso é mais de um BILHÃO de dólares. É isto o que temos hoje.

O baile da ilha

Nos estertores da monarquia brasileira, derrubada por um militar bêbado que entendeu de dar um golpe de estado para curar a ressaca, a elite que mamou nas tetas do regime fez um baile espetacular, que hoje chamamos de o último baile na Ilha Fiscal. Um grandioso evento da monarquia brasileira, realizado em 9 de novembro de 1889, poucos dias antes da Proclamação da República. Hoje, um baile na Ilha Fiscal teria a participação das elites dos três poderes – e como as há!  

Futuro ou passado, você decide

E assim a nação, que era para ser o país do futuro, engrena a primeira marcha para as eleições de 2026. Mais uma vez, as oposições estão rachadas, e a situação faz ordem unida.

Lula ganha? Aparentemente tem boas chances. Bolsa Família e outras bolsas garantem essa chance.

O que vale mesmo é o segundo turno. Porém, e sempre tem um, é cedo para garantir. Como dizia o jornalista Adão Oliveira, em Brasília pode acontecer tudo. Inclusive nada.

Mudança sem mudança

O fato é que todas as crises brasileiras têm amortecedores. Quando você acha que vem aí o fim do mundo, conchavos e jeitinhos dão um jeito, e tudo muda para tudo continuar como está.  

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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