Não passa dia sem que se abra o jornal ou veja telejornais e não apareça um novo tipo de golpe ou fraude. Embora sendo esta a era da comunicação, sempre há quem caia, e nunca é uma pessoa só.

Golpe de uma só vítima mais antigo que se conhece é o conto do bilhete premiado. Vejam bem, é conto.
Na internet sabemos que existe de tudo. E você nem precisa acessar a rede para ver seu rico dinheiro surrupiado, como no caso dos descontos dos aposentados.

Aí é que está a maldade da coisa. Não precisa cair na lábia como no (falso) conto do bilhete premiado, o afano já vem pronto mesmo que você não tenha nem mesmo celular e nem saiba acessar a rede.
É um tempo estranho esse. Além das bets que patrocinam tudo, inclusive jogadores e clubes de futebol, o noticiário começa chamando uma vigarice e depois a prisão dos bandidos.
E quase sempre o cabeça do grupo fugiu da mira do tira. Os outros ficarão presos por pouco tempo e voltam para criar outro estratagema criminoso.
No caso do bilhete premiado, quem cai no golpe nunca é santinho. Ou seja, ele também queria tirar vantagem pagando só uma parte do tal bilhete que nunca é premiado.

Não sei se repararam, mas caíram a zero ou quase isso a ação junto aos caixas eletrônicos. Salvo quando o golpe é no próprio lugar onde o consumidor quer pagar uma despesa, é o conto do cartão trocado.
De maneira que é preciso estar sempre de olho aberto e, às vezes, não basta. Se você não sair de casa com cartão nem celular, ou seja, sem qualquer comunicação virtual, mesmo assim corre perigo.
E dou meu caso como exemplo. Há meses atrás, entrei no supermercado de coração mole, que amoleceu mais ainda quando um homem, segurando o choro, pediu-me que comprasse fraldas para seu bebê de poucos dias, despesa que ele não tinha como pagar.
Não era dinheiro, era fralda, então comprei dois pacotes. Depois da entrega fui buscar roupa na lavanderia perto da minha casa, e 20 minutos depois, adivinhe quem eu vi rindo de orelha a orelha? Ele mesmo. E vejam o epílogo da história,

O pai “choroso” caminhava na calçada oposta carregando em carrinho de supermercado com pelo menos uma dúzia de pacotes de fraldas. Na lateral, estava escrito em letra tosca “Um pacote por 5 real dois por 8”.
Lá se foi minha bondade. O brabo foi ver que ele olhava para mim dando risada.
Perguntinha
Por que vítimas de golpes e fraudes aparecem de frente nas fotos de jornais e telejornais e aos criminosos presos se oculta o rosto?
É ruim nadar de poncho contra a correnteza, ainda mais com botas.
Pensamento do Dias