Eu hesito um pouco em usar essa palavra, porque o senso brasileiro deveria estar familiarizado com ela. Vamos vamos lá. Na década de 1940, saímos da II Guerra Mundial com 4 extraordinárias reservas cambiais, poupança que foi gasta no final da década em… importação de celuloide, produtos semelhantes ao plástico flexível obtido da celulose. Vieram os anos 1950, e confundimos progresso com o nacionalismo de Getúlio Vargas e seus militares.
Os anos militares
Veio a década de 1860 e, com ela, os militares, que duraram até a década seguinte, que foi de oba-oba. Mas sem reformas estruturais e carência de infraestrutura.

Os militares saíram no início dos anos 1980. Entrou Tancredo Neves, o presidente civil que morreu antes de governar. Então, veio o pior presidente que já tivemos, José Sarney. Brigamos com todo mundo e não ganhamos de ninguém.
O tempo do Real
Com a hiperinflação, veio o Plano Real, que nos salvou do desastre. De lá ate cá, estamos nesse rame-rame de presidentes. O agronegócio deu um pulo, mas adivinha o quê?

Ainda estamos carentes de infraestrutura. E, pior, dependendo do caminhão. Isso porque, nos anos 1970, suas excelências liquidaram as ferrovias. O mundo botando trilhos e nós os jogando para os altos fornos das siderúrgicas.
Eis o Brasil
Da mesmice. Pulo os anos 2000 porque, tirando o agro, estamos mal de homens e ideias. Honestamente, não vejo nos candidatos a presidente que ponteiam as pesquisas alguém capaz de botar o Brasil em ordem.

Talvez as candidaturas incipientes que ainda não se alinharam na largada reservem uma boa surpresa. Até aqui, tivemos mais sorte que juízo, marcando posição sem se projetar como um país de verdade. Este é um resumo, em poucas linhas, de um país que insiste em jogar fora o seu futuro.