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O lucro da bodega

O dono de um bar perguntou a um conhecido meu se ele sabia o que mais dava lucro no estabelecimento.

  – Coca Cola?

  – Não?

  – Sanduiche? Pastel? Empada?

  – Nada disso. Balinhas e chiclete.

E contou o seguinte: as balinhas são compradas a granel, aos montes, em fardos. No final das contas, cada uma deve custar menos de um centavo.

No caixa, o infeliz do consumidor vai pagar uma conta de, digamos, R$ 1,90 e dá uma nota de R$ 2,00. O atendente diz:

  – Estou sem troco. Pode ser uma balinha ou um chiclete?

Ao final do dia, essas coisinhas de nada representam um lucro extra ao bodegueiro.

Por essas e por outras que cristalizei a tese que a humanidade se divide em dois tipos: os que nascem para ficar atrás do balcão e os que nascem na frente. E é em tudo, não só na bodega.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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