Assisti uma palestra interessante, mas perturbadora no MenuPoa da Associação Comercial de Porto Alegre. Charles Ataide, CIO da Santa Casa de Porto Alegre, falou sobre o futuro meio que pra já de todos nós.

A informação inicial é que crianças com 6-7 anos terão entre 1,3 e 1,7 patologias que as acompanharão pelo resto da vida. Inclui doenças mentais.
Na parte 2 da palestra, Charles falou sobre o que já existe e o que existirá no curto prazo, título desta nota. Todos os equipamentos médicos, do raio X ao mais sofisticado aparelho de ressonância, mais os resultados de todos os exames clínicos ficarão gravados na memória do que chamarei boletim de saúde, a exemplo da caderneta de vacinas. Ou seja, quem nasce já entrará neste listão.

Em última análise, a medicina poderá antecipar doenças antes que elas se manifestem. Bom, né?
Como tudo tem o lado sombrio, esse livro da vida será a alegria das seguradoras e guia do RH dos futuros empregadores. Dependendo do que você terá, nem mesmo será admitido. Com o avanço dos diagnósticos, saberemos de qual doença vamos morrer e quando, excelente guia para as seguradoras.
Obsolescência programada
Fica cada vez mais claro que o futuro da medicina, e talvez o futuro já seja mês que vem, em especial as cirurgias, serão cada vez mais e necessariamente realizadas pelos robôs. Já se fazem “operações” como se dizia antigamente usando a robótica. Seguramente sob orientação da IA.

Já escrevi matérias aventando a possibilidade da robótica ficar tão precisa que o cirurgião será dispensável. Também li que isso não acontecerá, porque atrás de todo robô há um ser humano.
Ocorre que chegará o tempo em que a memória robótica terá tanta informação que, mais dia menos dia, chegará a este grau de independência na destreza manual, por assim dizer.
Como nos textos de IA que assimilam tudo que já se escreveu sobre determinado assunto, chegará o dia que ela poderá até imitar artifícios como ironia e bom humor. Talvez nunca a plenos 100%, mas 99,99% como se diz para definir o grau de pureza.
Nós, os inúteis
Imagino que para colunistas como eu só restará ser instrutores de IA. Aliás, já somos.

Como ficarão os empregos, não precisa consultar a IA para saber. As redações dos jornais só terão a sala do dono e “perguntadores” de IA. Falta pouco para isso acontecer.
O Grande Irmão de George Orwel chama-se IA. É o seu algoz.