Anos 1980, Restaurante Dona Maria, Centro de Porto Alegre. A ruidosa mesa 1 – e qual bar ou restaurante não a tem? – terminara de almoçar depois de beber a cota semanal de cervejas em um só dia. Sob desculpa que doce regenera o fígado castigado pela bebida, Benito chamou o garçom.
– Me dá um pudim.
O jornalista Carlos Coelho, que também era chegado em uma cervejaria, observava a cena. De repente, fez uma pergunta ao colega.
– Benito, isso é pudim de cachaça?
Era sinônimo de beberrão. O ofendido quis falar mas estava com a boca cheia de pudim. Vocês precisavam ver o brilho assassino nos olhos dele.