No início dos anos 1960, um político mineiro falou: “Façamos a revolução antes que o povo a faça”.

Engano, tal como Tomasi di Lampedusa, no livro O Leopardo, as coisas têm que mudar para continuar a mesma coisa. Por isso, somos um país de mesmices.

Só quem se aperfeiçoa é o Crime S.A, que atingiu o estágio dos sonhos: mandar o crime de dentro dos presídios. Nunca houve logística mais eficiente que essa. Os verdadeiros apenados somos nós.
