Search
Search

O boi que tomba

Observar reclames e textos de publicidade tosca, ingênua ou bem-humorada sem pretender sê-lo é chegar à alma do povo, seja ele qual for. Lembro do nome de um pequeno matadouro localizado na rodovia entre Rincão do Cascalho e Montenegro, um primor: Bumba meu boi.

Só faltou o ponto de exclamação. Mas aí já seria interferir na lógica alheia.

Nas imediações da antiga Samrig, na BR-116, em Esteio, havia uma lanchonete com a parte frontal bem espichada. Prova velmente para compensar a pouca área nos fundos. O dono certamente entendia das coisas: Lancheria O Sol Nasce Para Todos. Maravilha.

Faltou alguém

Estes títulos engraçados, poéticos e até filosóficos contrastam com a mesmice dos nomes das ruas, nas cidades gaúchas, pelo menos. Não há cidade que não tenha uma rua, viaduto ou praça Getúlio Vargas, um ou os dois Dom Pedro, Benjamin Constant, Assis Brasil, Borges de Medeiros, Osvaldo Aranha e outros.

Em compensação, um sujeito notável como o Flores da Cunha batiza relativamente poucos logradouros. Quando muito, alguma rua na tonga da mironga do cabuletê.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/reconstruir-rs.html?utm_source=fernando_albrechtutm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta_pj_reconstruir&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

O guia que faltava

Nos anos 1980, um cara chamado Fernando Barth fez o primeiro guia completo das ruas de Porto Alegre. Foi quando ele descobriu, entre outras coisas, que a Capital gaúcha tinha 32 “Ruas A” e que o Palácio Piratini não tinha número.

Aliás, um dos grandes desconhecimentos da população é localizar o número e saber qual o lado da rua deste endereço. Não muita gente sabe que a numeração é crescente, e que mede em metros a distância entre a porta ou entrada de um prédio para outro.

Plantação de defuntos

Outro dia, um leitor enviou o slogan e o nome de uma funerária de Moçambique. Pode até ser sacanagem, mas é muito criativa: “Funerária Menos Um”. O slogan: “40 anos plantando o homem na terra”.

https://cnabrasil.org.br/senar

De Boni para Boninho

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que foi um dos principais nomes da TV Globo, que a levou a líder de audiência, anunciou sua aposentadoria após 70 anos de trabalho em televisão. Sócio da TV Vanguarda, afiliada da Globo em São José dos Campos, foi sucedido por seu filho Boninho, nos tempos em que a emissora não passava programas de baixo nível. O telespectador exigiu baixo nível, e a Globo anuiu.

Fundo emergencial

O Banco Regional do Extremo Sul (BRDE) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estiveram reunidos  para alinhar os mecanismos de socorro às empresas e produtores rurais atingidos pelo recente desastre climático que atingiu o Rio Grande do Sul. Além de abordar a sistemática dos financiamentos a partir do fundo emergencial de R$ 15 bilhões anunciado pelo BNDES, o encontro serviu para o BRDE renovar o pedido de liberação de um limite extraordinário de recursos para capital de giro e novos investimentos.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

Deixe sua opinião

Publicidade

Publicidade

espaço livre