Muitas vezes, esquecemos de admirar os empresários, sobretudo os gaúchos, que são obrigados a tomar decisões estratégicas em cima do laço e enfrentando vários vagalhões em sequência. Há a onda gigante da carga tributária, a tsunami da burocracia de Estado, ondas encapeladas da concorrência de outros estados e do exterior, os encargos trabalhistas – que chegam a 75% da folha.
Se o barco não cortá-las sem soçobrar, perde o empresários, seus sócios, acionistas e os empregados. É o caso do tarifaço de Trump, que veio avassalador com 50% e agora parece, mas apenas parece, ter sido reduzido para 15%. É preciso ter nervos de aço 24 horas por dia.
Os exportadores nervosos
Foram eles os mais atingidos quando Trump fez o canetaço. Estavam eles tranquilos tocando o barco quando de uma hora para outra veio a brorrasca de 50%. Tiveram que demitir e fora readmitir. Fica claro que ninguém gosta de demitir funcionários.

E, de olho nos empregos e com outro olho espiando o noticiário com alguma angústia temendo que o general civil norte-americano arroste a Suprema Corte e apronte outra. Tem que entender que cada país protege a sua indústria, então tem que dar esse desconto.
A guerra dos supermercados
Durante as últimas décadas os supermercados Zaffari reinaram soberanos em Porto Alegre, sempre com qualidade e preço de acordo. As demais redes nao quiseram ou nao souberam destronar o campeão de vendas, então por este lado nada ou pouco a temer.

Porém, o Zaffari tinha e tem um problema, a falta de um concorrente para encher o retrovisor. Comecaem a relaxar bem de acordo com um antigo ditado, fez a fama e deitou na cama. E a concorrência de peso tem sotaque catarinese.
Vassoura nova
Sempre varre bem e um destes novos contentores é o Bistek. Quem vai lá fica surpreso positivamente.
Ainda não ameaça o reinado do Zaffari. Entretanto, como dizia o líder chinês Mao Tsé Tung após tomar o poder, toda caminhada começa com um pequeno passo.

Por enquanto o Bistek, como outros colegas de Santa Catarina, ainda carecem de entregar ranchos a domicílio, um velha e arraigada cultura gaucha.
Mingau pelas bordas
Na área atacadista, outro grupo que começou em Santa Catarina, finca pé no interior gaúcho. Aliás, eles aprenderam a comer mingau quente pelas bordas.
O Fort Atacadista anunciou recentemente que vai inaugurar duas lojas no Estado: em Porto Alegre e em Erechim. Ao todo, serão gerados 500 empregos diretos e esse número deve se somar aos 1.300 funcionários do Grupo Pereira, dono da rede Fort Atacadista, já empregados no RS.

E tem diferencial que agrada: a política de contratar funcionários 50+. Numa terra em que ter 50 anos se é considerado “velho”, é um diferencial e tanto.
Novo diretor
O Sistema FIERGS terá um novo diretor à frente do Serviço Social da Indústria (Sesi), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) no Rio Grande do Sul. O cargo será assumido por Claudio Gastal, atual presidente do Badesul Desenvolvimento – Agência de Fomento do Estado do Rio Grande do Sul.
Senar-RS na gestão rural
A gestão rural baseada em dados acaba de ganhar um reforço importante no RS. Smartcoop e Senar-RS iniciaram uma parceria que integra tecnologia digital ao Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), impactando inicialmente mais de mil produtores.
A proposta une assistência técnica, metodologia da Embrapa e inteligência artificial para qualificar decisões, reduzir riscos e aumentar a previsibilidade produtiva nas propriedades.