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Meus bois de tração

Esta cena ainda não é tão incomum nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A velha carroça puxada por bois tinha duas versões, ambas com rodas de madeira e “pneu” de cinta de aço. A minha lembrança de São Vendelino é carroça – carreta era usada mais em outras regiões fora da colonização alemã –  com quatro rodas.

Postada por José Leonir Eckert

Meu pai era comerciante, então não tínhamos uma. Entretanto, eu gostava de pegar carona quando um colono ia ou levava mercadorias, geralmente alfafa ou sacos de milho e trigo. Não tinha molas. Então, seu andar era duro.

Carona

Posso garantir que os momentos mais felizes da minha infância e adolescência foram quando pegava carona e principalmente em dias de chuva. O “motorista” colocava uma lona presa por quatro estacas nas laterais da carroça. Que eu lembre, para dobrar à direita, gritava-se HAR para os bois, HOI para a esquerda, e HOOO! para parar. Funcionava sempre. Substituía o pisca. 

Os cinco cavalheiros

O Tá na Mesa, evento da Federasul, reuniu ontem cinco ex-governadores gaúchos, Pedro Simon, Yeda Crusius, Jair Soares, Germano Rigotto e José Ivo Sartori – Olívio Dutra estava em São Luiz Gonzaga. O assunto era a reconstrução do Rio Grande do Sul. Houve unanimidade quanto a um assunto: o governo federal fez e faz muito pouco.

Já comentei aqui, o que foi prometido e desta promessa vieram empréstimos. Ora, você perdeu tudo e como vai pagar essa dívida com juros relativamente altos?

A dor pelo futuro

O ex-governador Germano Rigotto foi o mais veemente de todos. Pois lembrou que o que veio é pouco e o que veio foi obrigação do governo federal.

Ainda contou uma história que ouviu ontem de manhã de um empresário de São Sebastião do Caí, duramente atingida pela enchente. Ele falou quase chorando.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/reconstruir-rs.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta_pj_reconstruir&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

– Rigotto, não adianta chegar empréstimo. Se não for a fundo perdido, eu quebro de vez.

De fato, se o Brasil já deu dinheiro a fundo perdido para países como Cuba, por que para os gaúchos veio empréstimo e com juros?

Pelo ar não vale

Eu mesmo, nas minhas andanças pela cidade, tenho ouvido relatos que podem ser variações sobre o mesmo tema. Entretanto, na realidade, são dramas atrozes individuais e familiares. Não são iguais, portanto.

https://cnabrasil.org.br/senar

Ver enchente de helicóptero ou pela TV pasteuriza a tragédia. O que pessoas de outros estados (e governo) não parecem entender que não se trata de UMA enchente. Pelo contrário, no interior, municípios sofreram QUATRO enchentes em menos de um ano. E em todas perderam tudo.

Tudo nos trinques

A palavra raiz é usada no contexto de várias atividades como  sertanejo raiz, samba raiz, rock raiz e assim vai. Com o intenso frio, o jornal Em Questão, do Alegrete, comentou o fato com a manchete ” inverno raiz”. Bem apanhado.

Programa de primeira

Há 50 anos, o jornalista porto-alegrense Ayres Cerutti tocava o Guia Programa, com dicas sobre restaurantes, boates, bares e hotéis. Pois ela estava perdida. Mas Ayres encontrou toda a coleção em um canto esquecido da Galeria Malcon. Na época, teve a participação do jornalista Políbio Braga e a então jornalista Ana Amélia Lemos, depois senadora.

Tudo na santa

A Lojas Americanas fez  acordo com a Rede Globo para quitar R$ 14,2 milhões por rescindir contrato de patrocínio do BBB 23.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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