Faleceu ontem, na idade de 90 anos, o ex-prefeito de Porto Alegre e meu amigão Guilherme Socias Villela. Deixou várias marcas na cidade, na administração pública e no trato pessoal.

A Capital deve a ele o Parque Marinha do Brasil, viadutos, corredores de ônibus, a 1ª e 2ª perimetrais. Nascido em Uruguaiana, falava alemão fluentemente.

É uma amizade de 55 anos que se vai. Antes do AVC que o deixou hospitalizado por um bom tempo, trocamos ideias sobre notas que eu escrevia ou queria escrever neste blog ou na página 3 do Jornal do Comércio.
É a velha história… Fez parte da minha vida profissional e, por isso, sua morte me tirou um pedaço.
O Trumpaço
Mesmo que tenha livrado do tarifaço muitos produtos brasileiros, os do Rio Grande do Sul seguirão amargando prováveis perdas e até desemprego por falta de competitividade, como os calçados. O Vale do Sapateiro vai sofrer muito.
Foi uma sacanagem que você fez conosco, seu Donald. É mais uma conta no rosário de dores que nos afetou nos últimos anos. Três enchentes em dois anos, estiagens, dificuldades com o governo federal que, decididamente, não gosta de gaúchos. É dose.
O Trio Maravilha

Na imagem, o sócio do Restaurante Gambrinus, João Alberto Cruz de Melo, o garçom Zezinho e o o comando que aqui escreve. Zezinho é o último samurai de Hulha Negra, cidade perto de Bagé.
É uma espécie de RP ou guia do Mercado Público de Porto Alegre. Quando vem um cliente de fora, ele costuma dizer que na salada tem bacalhau português e que a batata é inglesa.

O Gambrinus é o restaurante mais antigo do Rio Grande do Sul, fundado em 1889. Na imagem, a marca da enchente de 2024. A casa já tinha sido atingida na famosa enchente de 1941, mas nada como esta do ano passado.

Na de 1941 o garçom Zezinho (foto) aprendeu a nadar. Pudera, com essa altura, qualquer chuva mais forte e lá se ia ele dando braçada.
Esse é o Brasil
“A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023 representa um dos maiores retrocessos já discutidos no Congresso Nacional em matéria de responsabilidade fiscal e respeito às decisões judiciais. Ao estabelecer um teto para o pagamento de precatórios por estados e municípios, desvinculado de qualquer prazo para quitação da dívida, a proposta cria um modelo permanente de inadimplência institucionalizada – um verdadeiro calote com chancela constitucional”. (advogado Luiz Antonio Müller Marques).
Por que não estamos surpresos? Tem muito mais de onde veio.
Em boca fechada não entra mosca nem agulha de dentista.
Pensamento do Dias