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Flagrantes da vida real

Embora o governo francês desminta, o vídeo mostra o óbvio ululante, o presidente Emmanuel Macron levando um chega pra lá com um tapa no rosto da primeira-dama, Brigitte Macron. O evento, digamos assim, deu-se quando o avião presidencial chegou no Vietnã.

E por que desmentem? Porque é preciso negar mesmo que salte aos olhos.

O pior seria ficar em silêncio ou dizer que foi um gesto de carinho. Que o porta-voz chegou a insinuar, falando que foi uma discussão comum entre casais.  

Vai e volta

A moda do bigodinho estreito que a gurizada está usando também esteve em alta nos anos 1950. Era usada por cantores e por malandros na concepção daqueles anos.

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Gigolôs que se quisessem impressionar as suas vítimas também. Passaram-se anos e o bigode largo voltou acompanhado de costeletas longas, já nos anos 1970.

Também era tempos da jovem guarda, calças boca de sino, ainda com costeletas largas. Começava a era dos cabelos longos, que os mais velhos chamavam com tom depreciativo de “cabeludos” e acompanhada da frase “cabelos longos, ideias curtas” . O chapéu nunca foi usado pela juventude.

Na metade dos anos, a moda era usar barba, cujos donos eram chamados de barbudinhos. E cabeludos. 

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Nos anos 1980, o bigode largo ainda teve uma sobrevida. Hoje, a moda é barba para a meia idade e máquina elétrica de fazer a barba no modo 1, que deixa o rosto como se tivesse passado uma ceifadeira. As garotas adoram. Mas em anos anteriores, diziam que dava aparência de alguém “sujo”.

A gravata larga e a estreita

Gravatas, quem ainda usa, nos dias de hoje, são finas, assim como nos anos 1940 e 1850. Em meados de 1970, teve início a era das gravatas largas. Hoje, quem as usa são idosos bem vestidos.

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Um conselho: se você tem muitas gravatas destas épocas e mais recentes não jogue fora. Um dia todas elas, largas ou estreitas, voltarão a estar na moda.

O ser humano não falha.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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