Com esse festival de mísseis e drones entre Israel e Irã vem à mente o pensamento “ainda bem que o Brasil não tem disso”. Tudo nessa vida é relativo.
Se não temos guerra, temos nosso inferno particular, que é o Crime Organizado e seus tentáculos, as facções. Ninguém está livre, pode ser de dia ou de noite sempre tem alguém com o dedo no gatilho para surrupiar o que você tem no bolso e no banco.

Como eles cuidam do dinheiro?
Essa pergunta sempre me incomodou, desde as primeiras guerras entre Israel e os Árabes. Eles têm bancos como nós. Mas não a cultura de guardar dinheiro.
As leis muçulmanas são severas, nada de juros como aqui, e nem aplicações financeiras como qualquer um pode ter no Brasil. Certo, os donos do poder colocam suas fortunas em paraísos fiscais, na Suíça ou outro país sólido.

Ok, mas na guerra que nunca termina, como eles pagam suas contas? Dinheiro vivo sempre, mesmo que seja um automóvel, que fatalmente terá vida curta antes de virar sucata pelos misseis ou granadas, ou qual coisa que venha do non stop do céu.
Certa vez, ouvi alguém dizer que eles estão acostumados, porque mesmo antes de Israel ser fundado eles já brigavam entre si. Olha, sei não até que ponto nós aguentaríamos sem enlouquecer.
Só há um detalhe: nós somos reféns do crime há décadas. E nada permite dizer que um dia essa guerra termine. Ao contrário, só vai piorar.

Como disse o escritor Umberto Eco, escolha seu lugar no inferno e faça possível para não chamar atenção. Já escolheu o seu?

Em tempos chuvosos até sapo leva guarda-chuva.
Pensamento do Dias