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Em se bebendo, dá

Três dos 10 brasileiros mais ricos da lista da revista Forbes fizeram fortuna com cerveja. Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que para pobres também não serviam, turbinaram seu dinheirinho quando compraram a Cervejaria Brahma nos anos 1990. Esse porre não deu ressaca.

Se falarmos em famílias que fizeram fortuna lembro dos Müller, da cachaça 51. Certamente existirão outras. Em outros países, o digestivo Underberg foi ou ainda é da família Albrecht. Não saberia dizer se ainda controlaria, mas nos rótulos brasileiros vinha a inscrição “Viúva Underberg-Albrecht”.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/conta-digital.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta-digital&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Quando meu pai era vivo, perguntei se ele tinha certeza se não eram parentes nossos. Quem sabe era minha tia-avó, já que os meus avós paternos eram alemães assim como meu pai.

A bebida mais consumida ou uma mas mais foi o rum, que, nos anos 1940 e 1960, controlava o rum Bacardi. No Rio Grande do Sul dos anos 1950, fazia sucesso a Cuba Libre, mistura de rum com Coca-Cola. Pobre bebia Samba, cachaça com Coca.

Hoje, as boas cachaças são disputadas no exterior. Uma delas, a Casa Prata, é de Veranópolis, na Serra Gaúcha. A família Ricard, controla a empresa Pernod Ricard, proprietária de marcas como Ricard, Pernod, Jameson e Absolut (vodka de grande reputação). 

www.brde.com.br

Além disso, há famílias gaúchas como a Salton, que se destacam no cenário brasileiro com produção de vinhos e espumantes. Ou os Dreher, que produziam além de vinhos conhaque e uísque Mansion House, muito consumido nos bailes de carnaval nos clubes sociais dos anos 1960. 

A vez da cerveja

Até meados dos anos 1960, reinavam quase absolutas. No interior a Polar, de Feliz, a Serramalte, de Getúlio Vargas, a Pérola, de Caxias do Sul. Quase todas compradas pela Antárctica e Brahma.

O esquecido

O povo não tem amigos, quem fala em seu nome só tem interesses. Mesmo os que vencem eleições graças ao povo tomam seu nome em vão.

https://cnabrasil.org.br/senar

A maioria nem saberia viver como povo de baixa renda, e os políticos que dele vieram esquecem suas origens tão logo tomam posse. Bebem bebidas que antes nem sonharam, comem pratos que só quem tem renda alta pode bancar. Existem as eternas exceções, mas a regra é essa.

Como já escrevi neste blog, os eleitos pelo voto popular sempre dizem que o povo é sábio. É não. Fosse sábio não seria povo.

A eterna Magda

A apresentadora e mestre-cerimônias de várias palestras e reuniões de entidades empresariais Magda Beatriz está firme nesta atividade. Com décadas de atuação em diversos programas de televisão, dela pode-se dizer o velho provérbio: quem foi rainha sempre será majestade. Poucos rostos são tão belos como o dela.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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