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Eles, robôs

O avanço dos robôs não se dá apenas nas máquinas programadas para tarefas maçantes ou difíceis. Os robôs humanos estão – sempre estiveram, aliás, em toda parte. Tem uma tremenda vantagem tecnológica, em vez de baterias funcionam com ideologias, fundamentalismo religioso ou ideológico.
Por não necessitarem energia elétrica, basta-lhes pão e agua, não descarregam nunca – mas viciam. E são muito mais baratos que os robôs mecânicos. A reposição é farta. Mesmo que tenham tendências suicidas, a linha de produção despeja a quantidade que o mercado demandar.
Fora da linha barra pesada, tem robôs de todos os tipos e para todos os fins. O maior contingente é o robô-mala, que sai muito, quase tanto quanto o robô pé-no-saco e o robô-aporrinhador, digital – vive apontando o dedo. A engenharia robótica conseguiu até criar um robô-papagaio, muito usado por partidos políticos. Repete fielmente as palavras e pensamentos que foram impressos na sua memória.
O máximo de upgrade que estes conseguiram foi uma vaga lembrança

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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