Não recordo de tempos de tamanha inquietude em épocas passadas, faltando menos de três semanas para o primeiro turno. Antes, sempre havia a certeza de que as instituições estavam bem seguras. Se não as três principais, pelo menos o Judiciário estava livre de terremotos. Nunca o Supremo Tribunal Federal chegou a um momento como hoje, em que 48% desconfiam dele, como mostra recente pesquisa.
A turma dos 50%
Também nunca tivemos uma eleição em que, na reta final da campanha, os dois principais candidatos tivessem tamanha rejeição, em torno de 50%. Observem que o guardião da Constituição também tem desconfiança de metade da população.

Campanha maluca
No afã de conquistar eleitores e impedir que Flávio Bolsonaro ganhe a eleição, o governo Lula aumentou em 15% o Bolsa Família. Depois prometeu incluir na gratuidade do SUS a caneta emagrecedora, cujo custo unitário ultrapassa 500 reais.
Só aumentar o Bolsa, impacta em 22 bilhões de reais. Já as canetas representam 8 bilhões de reais. Como o orçamento de 2027 não tem sobras, esse dinheiro vai ter que sair de outro lugar. Quem sabe das estradas, saúde e educação?

Para praticar tamanha audácia, a única explicação possível é que pesquisas internas do PT devem ter acendido todas as luzes vermelhas no painel da coordenação da campanha de Lula. O dinheiro não se multiplica, sabem todos, até o presidente.
Quem gasta desgasta
Quem sabe esses 30 bilhões de reais podem ser aumentados para 50 ou mais bilhões propiciando aos Bolsa Família viagem, hotel, restaurantes e entradas na Disneylandia.
Os gregos tinham razão
“Aqueles a quem os deuses querem destruir enlouquecem primeiro”.
Ausência sentida
Não adianta chorar o leite derramado e não adianta invocar o “se”, mas se o governador paulista, Tarcísio de Freitas, estivesse concorrendo, o Brasil estaria bem mais tranquilo. Em São Paulo, periga ele ganhar a reeleição já no primeiro turno.
Constatação
O varejo está de um jeito tal que os shoppings estão cheios, mas as lojas estão vazias.