Está certo, me rendo, o jornal impresso é cabra marcado para morrer. Só que não agora. Como disse Santo Agostinho, na hora da conversão: “Senhor, fazei-me casto, mas não agora”.
Entretanto, vou espernear enquanto estiver vivo e com forças contra a extinção do jornal impresso. Se força de vontade valer, esperneio até no túmulo.
E nada de cremação, não estou aí para sair voando quando um neto inventar de espirrar logo quando alguém abrir minha última morada e disser “Olha só as cinzas do vovô”. Só falta o pirralho dizer que não sabia que eu fumava tanto.
Adiante. Não aguento mais começar a ler uma matéria interessante nos jornais virtuais e, quando engato uma segunda, vem um vídeo querendo que eu troque de carro ou compre um apartamento de 40m2 com arquitetura “onde estás que não te vejo”.
Vocês já viram isso acontecer no impresso? Nunquinhas.
O máximo que eles conseguiram foi botar encartes, que têm um severo problema: ao contrário do papel de jornal, não dá para embrulhar banana para amadurecer na marra. Nem envolver panelas com comida para guardar o calor, posto que isolante térmico papel-jornal é.
Sem falar no xixi dos pets.