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Cabecinhas à beira de uma queda

“Cabeça de vento” é uma expressão informal que se refere a uma pessoa distraída, leviana ou imprudente. Um dos exemplos mais comuns são homens e mulheres que imprimem velocidade acima da razoável em patinetes elétricos. Chega a vez de dar um chute no politicamente correto.

Chute no correto

O escritor angolano gostava muito de Porto Alegre e da Feira do Livro. Era adorado pela esquerda, posto que da esquerda era. Os jornais locais davam-lhe largo espaço.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/conta-digital.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta-digital&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Há coisa de 15 anos ele deu uma entrevista dizendo que o politicamente correto tirava até a naturalidade das conversas. No dia seguinte, deixou de ser o queridinho da esquerda. Mal ganhou duas ou três linhas nos jornais.

Perigo na moto

É de pasmar que tenham liberado a moto-táxi em Porto Alegre, mesmo que informalmente. Se os motociclistas, motoboys em particular, já lideram os acidentes com ou sem mortes, imagina com esta liberação.

É simples a explicação. Um passageiro comum não tem a noção que seu corpo precisa se inclinar junto com o do motoqueiro em uma esquina ou curva. Se não fizer, a probabilidade de acidente aumenta muito. Vai engordar as estatísticas.

Onde andarão?

Já repararam que não se lê mais notícias sobre as juventudes dos partidos políticos? Não faz muito tempo, as editorias de política dos jornais dedicaram um bom espaço para os futuros líderes, em tese.

https://conteudos.senairs.org.br/brasil-mais-produtivo?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAyJS7BhBiEiwAyS9uNUBTDueLOnnRU_qR_P_Pc93axdsBAv5EKF3tbgGm2LrHKrGOBA9fTBoC0HsQAvD_BwE

O desencanto com os partidos e a própria política é muito grande. Mas não se assustemo, como diziam os maragatos debaixo de bala, quando chegarem as eleições o interesse volta. Nem que seja com raiva.

A visita do Halley

Parece o vai-e-volta dos cometas. O Halley apareceu pela última vez em 1986 e agora só passará de novo em 2061.

A Teoria dos Fractais

Já foi moda, hoje ninguém sabe mais o que seja. É como de longe uma coisa parece perfeita e de perto não é nada disso.

A melhor analogia é com uma árvore, o tronco especificamente. Você olha de perto e a casca está cheia de altos e baixos, parecendo que obra malfeita da natureza. Imprecisa a tal ponto que dá a ideia de quem a começou não tinha projeto e nem sabia o que queria.

Na realidade, é perfeita. Pois a política é exatamente o contrário. Parece perfeita, mas é um ente cheio de
imperfeições.

A saída, onde fica a saída?

O fracasso do sistema político partidário brasileiro é como acidente de avião. Ou seja, não existe uma só causa, é uma sequência de eventos.

Desde o tempo do regime militar, discute-se como deveria ser um sistema melhor, se parlamentarismo, distrital, distrital misto, entre outros frankensteins. Ah, mas deu certo na Alemanha, diziam. Entretanto, não dá para comparar.

Lá eles apanharam muito até chegar a um sistema que funcione. Porém, o de sempre, Simón Bolívar disse uma frase contundente: na América Latina, as instituições não são sérias porque os homens não são sérios.

https://cnabrasil.org.br/senar

Se dá para dizer onde tudo começa a falhar, culpe-se os partidos, sem sombra de dúvidas. No critério de admissão, explicando melhor.

Nem mesmo se passa uma peneira no passado, a velha e boa ficha corrida. E quando a casa cai, descobrimos que o pretendente tem um passado mais tenebroso que apenado.

Ocorre que, nos dias atuais, a maionese desandou. Muito pretendente a um cargo eletivo não quer se eleger para melhorar a vida do povo, mas para se “arrumar”. De preferência, ocupando cargo público e/ou em alguma estatal.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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