Estas são as ruínas de uma casa tombada, na esquina das ruas Riachuelo e Marechal Floriano de Porto Alegre. É chamada de Casa Azul.

Desde os anos 1980, há uma disputa feroz entre os proprietários atuais e a Prefeitura para ver quem toma conta do esqueleto. Que está como um antigo programa humorístico da rádio chamado “Balança mas não cai”.

Só que há controvérsias sobre quanto tempo ela vai resistir. Observem o corredor estreito entra a parede e o meio-fio, única passagem para o pedestres. Fico na dúvida se não é melhor correr o risco de ser atropelado.
A ironia é que a Casa Azul é desta cor hoje. Mas, quando era uma casa de verdade, a cor era amarela. Quem assim o diz é o proprietário original dela, que, de tanta incomodação, vendeu o imóvel antes que caísse sobre sua cabeça.
Os novos bancos
Bancos não mudaram muito durante centenas de anos. Continuam vendendo dinheiro que coletam dos que nele confiam e depositam seus investimentos. Mas a forma sim, vai mudando. Olhe a recém-inaugurada agência Sicredi no bairro Restinga de Porto Alegre.

Considerando que a Restinga tem em torno de 120 mil moradores, mais que 93% dos municípios do Rio Grande do Sul, o banco entendeu que precisaria de algo mais para atrair – e agradecer – a comunidade.

Então, o tamanho se justifica. No prédio, há uma sala de aula e um auditório para uso da comunidade, e não é pequeno o espaço.
É ou nao é uma bela sacada do Sicredi?
Pra não dizer….
…que não falei em Copa do Mundo, permita-me uma digressão. Se a seleção brasileira tivesse jogado com a Costa do Marfim ou Equador, peleja que aconteceu domingo de noite, nossos rapazes teriam levado um baile de qualquer uma das dias seleções. Baile regado em ritmo de salsa.
Haja patrocínio
Na edição de segunda, comentei os gastos que podem ser considerados como de campanha. Pois aqui vai um dado estonteante.

Sob o governo Lula, as principais estatais federais aumentaram os gastos com patrocínios em 2025. Segundo levantamento da Folha, com base em dados de transparência, os contratos assinados somaram R$ 1,6 bilhão, alta de 52,5% em relação a 2024, já corrigidos pelo IPCA.
O torpor da Copa
Como em todas as Copas do Mundo, o Brasil fica em uma espécie de torpor. Passado o primeiro jogo, o oba-oba deu lugar a um ligeiro pessimismo, que só dará lugar a novas alegrias se a seleção disser a que veio. Embora o Haiti não seja um teste de verdade. O que nos leva a pensar no triste destino deste país do Caribe.
Nas décadas de 1940 e 1950, o Haiti viveu uma feroz ditadura sob o jugo de Papa Doc, que de papai não tinha nada. A polícia secreta fez de tudo e mais um pouco em matéria de crueldade.
Morto o papa, assumiu o Baby Doc, tão cruel quanto o pai. Nunca mais o Haiti teve sossego. Pois quando queria se arrumar, veio o terremoto que destruiu o país.
A ONU mandou forças de paz incluindo o Brasil, mas parece sina. O Hati nunca conheceu a paz.